<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038</id><updated>2012-02-17T00:46:01.265Z</updated><title type='text'>De Solignator</title><subtitle type='html'>o Blog é uma leitura desnecessária para quem o tempo ocupa. Para as restantes almas, há sempre coisas melhores para ler.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>25</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-115599208171050965</id><published>2006-08-19T13:45:00.000+01:00</published><updated>2006-08-19T14:10:29.733+01:00</updated><title type='text'>Outro Conceito de Férias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Algarve…que original."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Chegara no dia anterior e a perspectiva não lhe agradava. Foi com a tirada sarcástica que adivinhou o que seriam umas péssimas férias, quando, estas, prometeriam ser boas, fosse ele outro: bom e grande hotel, a praia a uma curta caminhada de distância, a água mais do que suportável, morna, muita e boa comida, gente com estilo e desnudada como o Verão exige... mas… de interesse? Apenas as raparigas, claro. Algumas engraçadas… muitas, que esta coisa de andar carente fazia com que tudo lhe parecesse melhor que aceitável. Pena que racionalize sempre as primeiras impressões e derive conclusões que o impedem de ser o mero observador, o que aprecia,avalia, comenta e que só depois tenta. E o andar meio cego,  fazendo por se esquecer dos óculos de que precisa, também ajuda a concretização da postura supostamente indiferente. O que ele não vê, o coração (e o outro mais sensível e inferior - literalmente) não deseja.&lt;br /&gt;Não lhe era possível competir em nada em que se lançasse; não lhe era possível manter a imagem que não era dele. Se fosse sincero na abordagem, não lhe era possível conquistar o que para os outros parece fácil e naturalmente conquistável. É impressionante como haviam por lá tantos piores no aspecto que ele e que se acompavanham de sujeitas deslocadas... ou tresloucadas ou apenas com um notório mau-gosto. Como em tudo, é uma questão de moral. A  sua sensação de realismo leva-o a acreditar que nada lhe era possível – pura desmoralização e talvez pura falta de contacto com a realidade; haverá de certo aquilo de que precisa mas não sob as formas que imagina e deseja: alguém igualmente detestável/agradável (dependerá da perspectiva) que lhe preencha os requisitos e não ultrapasse os seus limites; haverá alguém suficiente algures.&lt;br /&gt;Passados anos e o maior problema deste seu lado continua a ser o mesmo. Algo a resolver quanto antes. Nem que seja pelos piores caminhos. Curiosa a força que esta necessidade tem. Impõe-se por vezes à razão, toldando-lhe o discernimento, quase esgotando as justificações para a iludir, até que surge uma que numa noite parece ser o quanto baste. De manhã,... revela-se como uma fraca desculpa.&lt;br /&gt;Algures no norte, noutras férias, encontra no ambiente e no desconhecimento das gentes o à-vontade que não consegue replicar em nenhum outro lado. Lá é beneficamente parvo e bem disposto. Talvez seja a diferença de não estar acompanhado com quem com ele vive todo o ano. Talvez não…&lt;br /&gt;Aqui, aborrece-se  de estar com pessoas mais velhas ou com mais novas, nunca da idade dele, nunca como ele. Muito como em Lisboa, se bem que em casa, há distracções. O mal de não cultivar relações com gente da sua idade, mas com eles também se acha demasiado diferente, incompatível e deslocado – não significando que se ache melhor, mas diferente apenas. Como tal, prefere estar num quarto de hotel, sozinho, a pensar nisto… do que estar a percorrer ruas, experimentando bares ou as actividades do hotel, acompanhado.&lt;br /&gt;Não lhe bastou desperdiçar dinheiro pela Alemanha ou culpar a companhia, o parceiro de viagem, da inexistência de recordações inesquecíveis para a vida que de lá não trouxe. Tinha que por ele mesmo arruinar esta estadia também. Que fim prometeu a essas férias… não deixando de pensar que com outro alguém ou realmente sozinho, seria tudo bem diferente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-115599208171050965?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/115599208171050965/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=115599208171050965&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/115599208171050965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/115599208171050965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2006/08/outro-conceito-de-frias.html' title='Outro Conceito de Férias'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-114261720096502648</id><published>2006-03-17T17:39:00.000Z</published><updated>2006-05-02T13:13:25.023+01:00</updated><title type='text'>O meu nome é...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;..V...hum, o meu nome é...Vi...devo dizer? Bem, chamo-me Vincent. Minto e antes o fosse. Mas também não me chamo Solignator, obviamente - senão aqui. Conheçam o verdadeiro Vincent, animado por Tim Burton no seu primeiro (pequeno) filme como realizador - que fraco pretexto maravilhoso este para lançar o primeiro vídeo neste espaço!... mas mais que um teste às capacidades do blogger e mais que a melhoria da atractividade de "De Solignator", venho com isto trazer de Tim Burton, e desta pequena história, aquilo que não soube ainda inventar; tento tornar isto mais sombrio e, se de sonhos não se trata (algo que tenho tentado explorar), as imaginações tenebrosas de uma criança não se afastam do que um sonho é... outro mundo burtoniano e não o domínio do Sono, mas não muito diferente do que esse possa ser... :&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/89cDIrxF2Ig" width="400" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-114261720096502648?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/114261720096502648/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=114261720096502648&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/114261720096502648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/114261720096502648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2006/03/o-meu-nome_17.html' title='O meu nome é...'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-114226319358607494</id><published>2006-03-14T13:49:00.000Z</published><updated>2006-03-14T13:51:39.886Z</updated><title type='text'>Capote (2005) com Philip Seymour Hoffman</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://images.amazon.com/images/P/B00005JOGU.01.LZZZZZZZ.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://images.amazon.com/images/P/B00005JOGU.01.LZZZZZZZ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um escritor, com poucos livros editados e mesmo assim popular, procura ainda escrever a sua obra prima. Sem tema e com pouco mais que a vontade para o fazer, descobre num assassínio sem sentido de uma família completa o argumento de que precisava para lançar algo novo na literatura americana. O entusiasmo de estar no caminho certo para escrever um grande livro, leva Truman Capote a uma pesquisa pelos factos que estiveram na origem da morte das quatro pessoas daquela família, resultando dessa mesma pesquisa, e também do seu relacionamento com um dos suspeitos, o seu melhor livro: &lt;em&gt;In Cold Blood&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Embora deste primeiro parágrafo se possa achar que o filme representa a busca de um escritor pelo que ainda não escreveu, pelo que está em si e que poderá surpreender o mundo, precisando somente de ser libertado no papel, &lt;em&gt;"Capote" &lt;/em&gt;não desenvolve senão um pouco esse mesmo percurso de libertação ou criação artística. A procura por um estilo novo de escrita, definido pelo próprio Truman como o de romance não-ficcional, perde-se na tentativa (bem conseguida - não pelas minhas palavras pois não conhecia sequer o escritor, mas de quem se lembra do mesmo) de Philip Seymour Hoffman (vencedor do óscar para melhor actor pela sua interpretação neste filme) em retratar com justiça Capote, em todos os seus maneirismos, tiques, estravagâncias, instabilidade de carácter e, sobretudo, na voz peculiar- irritante de se ouvir mas tal e qual como a do escritor por Hoffman retratado. Talvez me engane mas este &lt;em&gt;biopic, &lt;/em&gt;na sua própria busca artística, procura muito mais revelar a personalidade egocêntrica, arrogante e excêntrica de Truman Capote (e muitas vezes confusa) do que revelar o processo criativo do livro que veio revolucionar a escrita e que desmistificou a ideia de que uma narrativa factual só deveria ser abordada por historiadores ou jornalistas, através da correcta utilização das técnicas de novelista de descrição e criação de suspense na narração de factos. Só quando Capote se mostra relutante em ajudar os criminosos a escapar da sentença de morte, é que o espectador sente que o fim do livro é artisticamente importante para o escritor - o enforcamento dos criminosos teve muito mais significado para a história do que se esses tivessem ficado impunes do crime cometido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Truman Capote:&lt;/strong&gt; I couldn't have done anything to save them.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nelle Harper Lee:&lt;/strong&gt; Maybe not, Truman. But the truth is, you didn't want to.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;No filme são muitas as vezes em que o espectador fica confuso, parecendo-lhe que Truman é sincero, familiar e preocupado por quem o ouve, quando confidencia experiências suas passadas. Outras, já lhe parece que Truman é completamente superficial, manipulador e extremamente calculista, quando depois o espectador associa a familiariade e sinceridade ao que o escritor consegue obter delas. Assim, este filme é definitivamente uma biografia psicológica (se tal categoria existe) de Truman Capote, escritor que depois de &lt;em&gt;"In Cold Blood" &lt;/em&gt;não conseguiu escrever outro livro.&lt;br /&gt;Para finalizar, de dizer que se existiu na ideia de quem realizou o filme provocar no espectador ansiedade, com a protelação, para o fim da película, do desfecho de como os criminosos cometeram o assassínio e o porquê desse crime , essa tentativa de prender o espectador não tem frutos, já que demora muito a surgir e quase que se esquece com o acompanhamento das crises emocionais de Truman. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-114226319358607494?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/114226319358607494/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=114226319358607494&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/114226319358607494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/114226319358607494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2006/03/capote-2005-com-philip-seymour-hoffman.html' title='Capote (2005) com Philip Seymour Hoffman'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-114060852542985812</id><published>2006-03-13T12:19:00.000Z</published><updated>2006-03-15T10:31:39.406Z</updated><title type='text'>"Pride &amp; Prejudice" (2005) com Keira Knightley</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.thecinemasource.com/moviesdb/images/pride-and-prejudice-poster-300.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.thecinemasource.com/moviesdb/images/pride-and-prejudice-poster-300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;Mr. Darcy:&lt;/strong&gt; Miss Elizabeth. I have struggled in vain and I can bear it no longer. These past months have been a torment. I came to Rosings with the single object of seeing you... I had to see you. I have fought against my better judgment, my family's expectations, the inferiority of your birth by rank and circumstance. All these things I am willing to put aside and ask you to end my agony.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elizabeth Bennet:&lt;/strong&gt; I don't understand.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mr. Darcy:&lt;/strong&gt; I love you.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este filme foi de certeza um dos mais inspiradores e um dos mais envolventes de todos aqueles que vi neste último ano. Tem tanto de inspirador e envolvente que não me achei capaz de escrever sobre o que senti ,ao vê-lo, logo quando o vi. Nem me acho capaz agora. Não escreveria isto pela certeza de que nunca me acharei capaz de escrever sobre "Pride &amp; Prejudice" com justiça e com arte mas, mesmo assim, escrevo pela necessidade de tentar ser-lhe justo no comentário - estando isto em contradição, é facilmente justificável: escrevo a medo para que não se disperse e perca força o que sinto antes de conseguir algo de que me orgulhe, para que alimente o impulso, sabendo que, no fim, não conseguirei nunca orgulhar-me do que escreva. Já tentei ser justo a outros filmes como &lt;em&gt;"Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain"&lt;/em&gt; e não achei que o tivesse sido. Outros filmes que me marcaram nem arrisquei sequer uma frase, pelo menos aqui, como aconteceu com &lt;em&gt;"Million Dollar Baby"&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;"Finding Neverland". &lt;/em&gt;A minha escrita perde-se em frases mal construídas, em tentativas fracassadas e em discurso fastidioso, pela falta de quem me leia e me critique. Pela falta de quem me melhore. Todo e qualquer sentimento perde-se pela ausência do mundo nos meus pequenos mundos. Mas são filmes como este que me fazem voltar a sentir, pois levam-me quase a acreditar que existirá proveito em ter quem me acompanhe e por quem ainda espero, os sentimentos por essa presença despertados não se sobrepondo ao intelecto mas complementando-o, instigando-o a conquistas artísticas maiores, tal será a força desse impulso que me guie a textos melhores que este e que aproveitam os sentimentos roubados de obras de outros, já que não tenho como os sentir ou inventar - não tenho a arte e nota-se. Muito confuso tudo isto, pouco ou nada do que quis realmente escrever, mas as palavras certas faltam-me e não consigo descrever tudo aquilo de que sinto falta, quando o que sinto é um estado de pletora de tudo o que não compreendo. A mesma dificuldade sentiu Mr. Darcy. Melhor soube contorná-la, resumindo tudo o que sentia em três palavras apenas. Melhor ainda soube Jane Austen em todo o seu livro, que ainda espero ler. São estas obras que me inspiram e me irritam. Nunca serei escritor pela dificuldade de explanar o que vou sentindo. Nunca serei escritor, serei sempre alguém que escreve.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;[para ser continuado, venha de novo o impulso]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-114060852542985812?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/114060852542985812/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=114060852542985812&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/114060852542985812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/114060852542985812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2006/03/pride-prejudice-2005-com-keira.html' title='&quot;Pride &amp; Prejudice&quot; (2005) com Keira Knightley'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-113752588579060587</id><published>2006-03-10T22:22:00.000Z</published><updated>2006-03-10T10:23:19.456Z</updated><title type='text'>Son(h)o.II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não foi dia de descanso.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Embora pouco exercício físico ou mental tenha sido feito, foram-me horas de sono roubadas, alienando-me do decorrer das coisas. Quando se está fatigado pelo sono, não é certo que estejamos acordados. Não é certo que estejamos a dormir. Encontramo-nos num ponto intermédio e não sabemos entre o quê. Pode ser entre o sono e o estar desperto. Ou, então, pode ser entre o estar desperto e o sono. Faz diferença o que vem em primeiro lugar, porque esse lugar é a que estamos mais próximos de estar e ser. Vistas todas as coisas, nunca nos encontramos num ponto verdadeiramente médio, equidistante de dois estados ou de dois extremos. Encontramo-nos sempre a tender para um deles. Por isto, é que me foi difícil, hoje, entender se tinha mais sono do que atenção ou agudez de pensamento. Acho que, ao longo do dia, fui tendendo para um e para outro. Algures depois do almoço, algures no tempo - pouco importa que seja preciso - sei que estive quase a entrar nos domínios do sono mas, por força de vontade, mantive-me afastado, não me deixando tentar, por completo, pelo descanso que umas horas de sono me proporcionariam. Nem seriam horas, mas minutos. Não valeria a pena gozá-los quando estava em trabalho, e isso significa dever de estar atento. Não o estava completamente, é certo, mas ainda estava lá... não estava? Estando nessa posição intermédia, será que posso dizer que estou, um pouco, em ambas? Será que, para um humano ou um animal, é possível estar entre coisas, estar um pouco em cada uma dessas coisas? Deve ser. Afinal, o mundo não é feito só de extremos opostos. Têm que existir meios-termos. Existem e um meio termo, por definição, deverá ser a partilha do melhor de cada um dos dois extremos. Se não for o melhor, deverá ser um pouco, o suficiente que represente um pouco dos mesmos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Consegui dormir uma hora, comi e quis dormir mais. Não consegui. Se calhar ainda estou no estado que se coloca entre não sei o quê e não sei onde. Não sei, também, ao que me leva. Mas leva-me a estas conclusões.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cheiro a hospital era forte. Estando deste outro lado da vidraça, ainda se conseguia sentir aquele cheiro único a detergente com desinfectante. Do outro lado, e simplesmente deitado, sem consciência de que o estivesse, o homem de aspecto amarelo nada conseguia sentir. Nem sequer aquele cheiro forte a hospital.&lt;br /&gt;A calma do rosto era apenas ilusória. Quem o observasse poderia vê-la, partilhá-la com o olhar e até deixar-se influenciar por ela. No entanto, não poderia demonstrar que era verdadeira, que calma estaria também a mente e os nervos daquele homem de cor amarela. Deitado, podia muito bem estar em mundos que não aquele. A mente percorrendo sem percorrer, inventando-se noutros lugares. Bem poderia sair deste e não voltar, deixando de si apenas aquele corpo amarelo e um som, esse já não seu, ruidoso e contínuo que indicava a sua partida num écran representando uma linha que deixava de ter altos e baixos. A partida silenciosa que moveria os outros numa azáfama tal que a calma, ilusória, do seu rosto contrastaria incrivelmente e se destacaria naquele frenético movimento de batas, lábios formulando frases, e também de máquinas que tentariam trazer de volta o mesmo que se decidia a partir.&lt;br /&gt;Estando ali, o homem sentia sem sentir as águas de uma qualquer ilha, banhada por um qualquer mar. Provavelmente, nem ilha nem mar mas um pouco de água e um quadrado de areia.&lt;br /&gt;Nunca vira o mar. Esta era a sua primeira vez. Era tal e qual como imaginara. Calmo e grande, a perder de vista, como o memorizara depois de lhe ter sido mostrado um panfleto de uma agência de viagens que fazia descontos em pacotes de estadia em ilhas chamadas paradisíacas. Tal e qual. Azul claro e grande. Ah, e morno, não muito frio, não muito quente. Ideal - era verdade o que os amigos lhe haviam dito. As águas destas zonas do mundo são diferentes. Águas de paraíso, disseram-lhe, e quisera tanto ver se era verdade que hoje ali estava.&lt;br /&gt;E ali ficou, banhando-se naquela água e contemplando o horizonte azul claro do mar e azul escuro do céu. Não sabia há quanto tempo estaria assim. Não sabia há quanto tempo estaria ali. Algum, achou, não muito. Não se lembra como fora ali parar. Esqueceu-se ou nunca o soube. Não se lembrava que estivera noutros lugares que não aquele.&lt;br /&gt;De vez em vez, ouvia uma voz ao longe, sem saber de onde. Houve momentos que achou que viria de cima, do alto. Nalguns desses momentos, dirigiu-se à voz, respondendo-lhe com deferência, pensando que falava com deus. Estranhou, porém, que fosse feminina umas vezes, outras masculina. Sentiu-se de alguma forma incomodado e inquieto que a voz não se assemelhasse ao que imaginou que seria uma voz divina. Mas deus manifesta-se de diferentes formas, lembrou-se. Se calhar, não haveria um deus mas deuses, demasiado ocupados nas suas conversas de palavras estranhas para se dirigirem a ele. "Mais um miligrama de medicamentoterminadoemphamaxouemglicoaspirinaoutericlorina". Era estranho que se deixassem ouvir por ele e que, de vez em vez, durante a maior parte do que seria para ele um dia, partilhassem histórias com um simples humano. Algumas das histórias já as tinha ouvido noutra vida. E a voz que as contava não lhe era estranha. Talvez tivesse conhecido quem lhe contava agora histórias antes de ter ido para a ilha, nesse outro mundo com um cheiro forte a hospital.&lt;br /&gt;Começava já a fartar-se daquela ilha, daquele mar e daquela areia. Areia que nem sequer tinha uma textura diferente do que já alguma vez tocara. Era apenas como serradura, ou assim achava, mole. E no aspecto era mesmo como a serradura, pela cor e reduzido tamanho. Mas estava farto. Já estivera demasiado tempo ali. Levantou-se e virou as costas ao mar. Entrou em casa e notou que estava diferente. Havia uma porta a mais. Abriu-a mas não a passou. Estava escuro do lado de lá. Foi à cozinha buscar uma lanterna, numa gaveta onde a costuma ter. Voltou à porta e apontou a lanterna para o lado negro de lá. A luz não iluminou nada. O negro não era trespassado pelo feixe amarelo da lanterna. Estranho. Decidiu entrar e sentiu-se... na mesma. Não o assustava a negritude daquela escuridão, perdoe-se a redundância. Fez com que olhasse, sem ver realmente, para todos os lados. Tentou descobrir que tamanho teria aquele compartimento. Não conseguiu, porque não se atreveu a sair de perto da porta. Era, de certo, maior que o comprimento dos seus braços. Olhou para o que seria o chão. Olhou para o que seria o tecto. Não viu nada. Saiu e fechou a porta. Que estranho, pensou. Que estranho...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal, o corredor solitário só quis silêncio e a escuridão permiti-o. Fechou-se num compartimento escuro e ali se deixou ficar. Não compreendou porque razão viu uma luz ao fundo do túnel onde se decidiu a estar. De qualquer forma, não demorou muito a ficar de novo na penumbra total. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;[S.P.]*&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;(iniciado em 28 de Dezembro de 2005, e continuado esporadicamente, quando me apetecia. A data da tua última alteração é a data associada ao post; &lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt; indica o momento sujeito a alterações ou a acabamento)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-113752588579060587?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/113752588579060587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=113752588579060587&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/113752588579060587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/113752588579060587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2006/03/sonhoii.html' title='Son(h)o.II'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-114051560483517183</id><published>2006-02-21T11:08:00.000Z</published><updated>2006-02-21T11:11:11.170Z</updated><title type='text'>"Walk the Line" (2005) com Joaquin Phoenix</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.mindjack.com/film/uploaded_images/walk_the_line-794675.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.mindjack.com/film/uploaded_images/walk_the_line-794675.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Filme biográfico sobre parte da vida de Johnny Cash, ícone da música country americana, desde a sua infância à sua ascensão como lenda. Diferente de outros &lt;em&gt;biopics &lt;/em&gt;como o de Ray Charles - pelo menos para europeus como eu que desconheciam por completo a existência de Cash até que se realizou este filme - este é uma agradável surpresa pela descoberta da música &lt;em&gt;country&lt;/em&gt;, de letras simples, histórias alegres ou tristes, de ritmos bem melódicos e agradáveis, por vezes acelerados e levantadores da moral como &lt;em&gt;"Get Rythm". &lt;/em&gt;Verdade que este acaba por ser semelhante a &lt;em&gt;"Ray&lt;/em&gt;", pela vida que cantor e pianista tiveram, mesmo na infância quando perdem um irmão e se sentem de alguma forma culpados pela sua morte, a culpa acompanhando-os vida fora, ou quando atingem o topo na carreira e entram em declínio pelo consumo de drogas, chegando perto da morte e reaparecendo mais tarde revigorados com a ajuda da mulher que sempre os acompanhou (June Carter por Johnny Cash e Della Bea Robinson por Ray Charles), ou pelos casamentos pouco felizes em certos momentos das suas vidas, pela força que a música significava, pelo sucesso, por terem sido ambos muito pobres, originários de um mesmo meio agrícola e árido, por terem conquistado e reconquistado o topo depois do declínio, por ainda permanecerem vivos depois das suas mortes, representando, de certo, para muitos, americanos e não, marcos no tempo e na vida de cada um. Retratos biográficos estes que demonstram a força que o dom de alguém tem na vida do mundo, influenciável e sensível só aqueles que se distinguem dos outros e do sacrifício que essa distinção representa para esses, melhores que os outros.&lt;br /&gt;Mas, como disse, gostei mais do &lt;em&gt;biopic&lt;/em&gt; &lt;em&gt;"Walk the Line"&lt;/em&gt; - mais um, nesta altura em que proliferam com qualidade e grandes interpretações, para gosto de muita gente - talvez por essa surpresa que representou, já que conhecia algumas músicas de Ray quando o vi e de Cash nada conhecia, ou talvez pelo tipo de música e pela excelente voz de Joaquin Phoenix, que tem um grande papel, sendo justo na sua interpretação tanto quanto sei, assim como Reese Whiterspoon, ambos escolhas dos próprios cantores que morreram antes de terminado o filme. Daí que durante a película, esperava sempre por esta frase, que precedia as músicas:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Hello, I'm... Johnny Cash"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Deixando depois levar-me pelos grandes momentos do filme - sim, porque eram estes, os musicais. Porque são muitas as músicas de que se gosta: &lt;em&gt;"I Walk the Line", "Ring of Fire", "Cry Cry Cry", "Folsom Prison Blues", "Cocain Blues", "Time's a Wastin" ou "I Got Stripes",&lt;/em&gt; mas claro que o melhor se passa na prisão de Folsom, durante a gravação ao vivo do albúm que ultrapassou, em vendas, ao dos Beatles, na altura.&lt;br /&gt;O filme começa excelentemente, e não fosse a grande qualidade do som do cinema a que fui ver e não teria o mesmo impacto, pois as cenas iniciais em que há um crescendo da música, enquanto nos aproximamos do lugar de onde está a ser tocada, guiados pela prisão a dentro, para depois ver os prisioneiros participando no ritmo, batendo o pé, esperando pela entrada de Johnny Cash... ah, soberba e muito bem pensada e dirigida. Enfim, é impossível sair deste filme sem entoar um ritmo de uma das músicas repetidamente durante o tempo necessário para percebemos que já não estamos numa sala de cinema...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-114051560483517183?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/114051560483517183/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=114051560483517183&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/114051560483517183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/114051560483517183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2006/02/walk-line-2005-com-joaquin-phoenix.html' title='&quot;Walk the Line&quot; (2005) com Joaquin Phoenix'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-114018265398934931</id><published>2006-02-20T15:07:00.000Z</published><updated>2006-02-20T15:13:27.193Z</updated><title type='text'>"Brokeback Mountain" (2005) de Ang Lee</title><content type='html'>&lt;a href="http://james.canalblog.com/images/brokeback_mountain.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://james.canalblog.com/images/brokeback_mountain.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://movies.apple.com/moviesxml/s/focus_features/posters/brokebackmountain_l200509301349.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dois homens formam uma dupla de trabalho para cuidar de um grande rebanho nas pastagens altas de &lt;em&gt;Brokeback Mountain&lt;/em&gt;, trabalho que exige sacrifícios nas condições mais duras e adversas que a montanha tem para oferecer. Um deles, noivo, com casamento marcado para depois de terminado o trabalho. O outro, aproveitando novamente aquela oportunidade sazonal para ganhar mais algum. Ambos a precisar de vencer na vida, com passados difíceis, esquecidos ou pouco falados, futuros pouco promissores e um presente em que a família não é porto seguro para nenhum deles. Um de nome Ennis Del Mar (personagem interpretada por Heath Ledger) e o outro, Jack Twist (interpretado por Jack Gyllenhaal) - e tem sentido que este assim se chamasse, tal é a sua importante influência na mudança da aparente normal (sem qualquer juízo de valor quando o deixa de o ser) relação de companheirismo necessário entre os dois &lt;em&gt;cowboys&lt;/em&gt;. Pena que não exista nenhum verdadeiro &lt;em&gt;twist&lt;/em&gt; na história e tenha ido ver o filme sabendo bem o que esperar. Perdeu-se qualquer surpresa para o momento em que Jack enceta - pois é ele que toma a iniciativa, embora com o consentimento de Del Mar - a estranha relação que depois mantêm durante anos. Estranha não para o espectador (ou pelo menos, não para todos) de hoje em dia, mas para Ennis que, dos dois, revela-se sempre como o mais reprimido e cauteloso. Mas perdeu-se essa surpresa pela publicidade que se assistiu ao filme e pela forma como foi publicitado e falado pelas pessoas: &lt;em&gt;"Um filme de cowboys...gays...&lt;/em&gt;" seguido de "&lt;em&gt;Epah, cuidado com isso"&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;"Vai ver com uma gaja para não levantares suspeitas"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;O filme começa com o primeiro momento em que os dois estão num mesmo lugar, daqueles áridos que parecem existir em grande número pela América fora, esperando pelo que será o futuro patrão, o primeiro a saber do segredo que partilharão na montanha de Brokeback. Jack demonstra logo um estranho interesse em observar Ennis e quando lhes é dado o trabalho, a cada um as suas funções, é também ele que se mostra mais interessado em falar e em criar uma relação. &lt;em&gt;"O que ele quer sei eu"&lt;/em&gt; dirão alguns, pelo menos quatro, e parece-me que parece ser a verdade.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Jack Twist:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt; Jack Twist.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;Ennis Del Mar:&lt;/strong&gt; Ennis Del Mar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;Jack Twist:&lt;/strong&gt; Your folks just stop at Ennis?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;Ennis Del Mar:&lt;/strong&gt; Del Mar.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;Jack Twist:&lt;/strong&gt; Nice to know you, Ennis del Mar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;São alguns os minutos em que se assiste ao mero quotidiano da vida na montanha em que Jack e Ennis vigiam as ovelhas durante o dia, separando-se ao fim da tarde para que Jack as reúna no local onde irá dormir e Ennis prepare o jantar dos dois, reencontrando-se nessa altura no local onde o último está acampado, voltando-se a separar para cada um dormir no lugar destinado. &lt;em&gt;"Há sempre um que veste as calças e o outro o avental!!!"&lt;/em&gt; mas eram estas as condições impostas pelo contrato e é Jack que o tenta quebrar &lt;em&gt;("À bruta, hein?!"),&lt;/em&gt; para que se aproxime de Ennis, quando sugere que dormissem ambos no mesmo lugar para que se evitassem as frequentes viagens entre um acampamento e outro, distantes, poupando-se horas e esforços &lt;em&gt;("...os das viagens, pelo menos")&lt;/em&gt;. A sugestão passa despercebida, Ennis não compreendendo as subtis intenções que a justificavam e trocando de funções com Jack&lt;em&gt; ("Hmmm, estou a ver, o outro por cima, 'xacto, 'xacto!")&lt;/em&gt;, fazendo ele as viagens entre acampamentos, de noite e de dia, para comer &lt;em&gt;("Olha a linguagem! Diz-se: fazer o amor"). &lt;/em&gt;Foi sempre esta a impressão que tive de cada momento que Jack Twist surgia, pelos olhares que lançava a Ennis, pela atitude, pelas sugestões ("&lt;em&gt;Pelas&lt;/em&gt; gay&lt;em&gt;zices&lt;/em&gt;")... Era ele que estava certo do que queria, certo da sua sexualidade e das emoções que o assolavam, mas não achei que fosse por qualquer sentimento nobre, amor ou o que fosse, mas pela necessidade física que outro homem nele despertava &lt;em&gt;("ui, tem mas é cuidado como escreves!").&lt;/em&gt; E por isso, sem surpresa, quando as condições se mostraram favoráveis, depois de Ennis mal se manter de pé &lt;em&gt;("Ai, chama-lhe Ennis?")&lt;/em&gt;, pelo alcóol ingerido, incapacitado de fazer a viagem de regresso à sua tenda e fica para dormir no acampamento de Jack, assisti à primeira "cena de amor" do filme e da minha vida &lt;em&gt;("primeira e última, espero")&lt;/em&gt; entre pessoas do mesmo sexo. E ainda fui ver isto ao cinema... Se ainda fosse entre mulheres, ainda vá que valia o dinheiro gasto, mas com homens em cowboyadas??? - Esta minha atitude de humor fácil e tipicamente masculina, repetida em alguns parágrafos com tiradas banais e também típicas entre conversas de gajos é justificável: perante temas desta en&lt;strong&gt;verga&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;dura&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (ahaha, já estou a cair na ordinarice mas é inevitável...), um homem só pode querer reforçar que é macho e que ridiculariza todas as relações que não se assemelhem à que tem, ou quer ter, com a sua gaja. No fim, o homem irá sempre lançar uma gargalhada de gozo ao ver dois homens em tais actos ou, então, questionar-se porque razão os &lt;em&gt;cowboys&lt;/em&gt; necessitados foram optar pela homossexualidade em vez de pela sodomização à bruta de uma ovelha fÊmEA (há que reforçar bem isto com recurso à redundância), já que havia tantas, optando assim pela zoofilia. Porém, alguns mais sensatos, homossexuais ou não, saberão que não é uma questão de escolha. Se o fosse, alguns optariam não pelas ovelhas, não pelo homem mas por estarem mansos e castos, escapando dos castigos que a sociedade aplicaria por um ou outro acto. É este tipo de impulso, com um quê de homofóbico do homem hetero que levou alguns dos espectadores a sorriem e a rirem-se nos momentos mais incómodos do filme, esses em que houveram beijos e um pouco mais que isso. Aos que foram acompanhados de outros homens e assistiram ao filme sem namorada, havia a necessidade de lançar tiradas sarcásticas não fosse, talvez, o momento tornar-se demasiado desconfortável. Para os que não tinham a sexualidade em risco ou um gosto infantil em comentar tais cenas, assistiam apenas ao drama que se desenrolava e que, por acaso, tinha como protagonistas homens que se gostavam.&lt;br /&gt;Voltando a esse primeiro momento em que Jack e Ennis se tornam amantes, deixando as piadas (sem piada) de lado, o drama ganha maior densidade por ambos aparentarem ser homens como todos os outros, não o sendo apenas pela orientação sexual, que Ennis nega agressivamente, uma primeira vez, quando compreende o comportamento de Jack quando estão dormindo juntos e este se sugere, mas depois parece não conseguir controlar-se e acede ao desejo. Depois disso, Ennis ainda se mostra relutante em falar do sucedido e quando a oportunidade surge, ambos prometem não falar mais dessa experiência por só a eles dizer respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;Ennis Del Mar:&lt;/strong&gt; I figure we got a one-shot deal going on here.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;Jack Twist:&lt;/strong&gt; It's nobody's business but ours.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Ennis Del Mar:&lt;/strong&gt; You know I ain't queer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Jack Twist:&lt;/strong&gt; Neither am I.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareceria que com estas palavras, a relação começara e acabaria ali mas não é assim que acontece e repete-se novamente mas, nessa vez, por iniciativa de Ennis. E porque: &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;em&gt;Love is a force of Nature&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;parece ser uma boa explicação para alguns e, para eles, necessárias não eram as explicações, apenas o que sentiam e nada mais, tal devia valer por si só o impulso do momento, a relação quebra depois de terminarem o trabalho prematuramente, pouco tempo depois do patrão os ter visto juntos, e durante quatro anos não se vêem mais. Mas num reencontro, passado esse período, tudo parece voltar ao ponto em que tinham deixado. Porém, com o passar dos anos, vinte ao todo, tornam-se cada vez mais difícieis as combinações dos momentos em que estariam juntos, porque durante o período em que estiveram separados, ambos casaram e tiveram filhos, em diferentes e distantes regiões dos Estados Unidos, levando a vida que qualquer outro homem levaria, ainda que com um sentimento de insastifação, sobretudo em Ennis.&lt;br /&gt;O filme tem algumas cenas que provocam sorrisos (não dos outros) porque são alguns os momentos em que Jack ou Ennis se sentem desconfortáveis com banais tiradas, usuais em situações típicas e que ameaçam de alguma o seu segredo:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#999999;"&gt;Jolly Minister:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#999999;"&gt; You may kiss the bride - and if you don't, I will.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Lureen Newsome:&lt;/strong&gt; What you waiting for? A mating call? &lt;/em&gt;(depois de esperar que Jack Twist tomasse a iniciativa e a abordasse no bar)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ou como outras, repletas de maldade:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;Joe Aguirre:&lt;/strong&gt; You boys sure found a way to make the time pass up there. Twist, you guys wasn't gettin' paid to leave the dogs babysittin' the sheep while you stem the rose.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Curiosa e inteligente é a forma como, no filme, é desmistificada a ideia de que um homem, com este tipo de orientação, não o é de facto e que nunca poderá ser chefe de família, por exemplo. Talvez tenha sido por isso que a história ronda a vida de dois &lt;em&gt;cowboys&lt;/em&gt;, um que é fazendeiro e o outro cavaleiro de &lt;em&gt;rodeo, &lt;/em&gt;retratos do que serão os "verdadeiro machos" segundo a perspectiva americana - em Portugal, temos o forcado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Ainda a acrescentar a tudo isto o filme deve ser visto tento em conta que naquela altura, anos 60 e 70, a homossexualidade não era encarada como é hoje e que as complicações de manter uma relação homossexual muitas vezes levavam a grandes consequências. O drama parece ganhar maior dimensão por estarem os dois casados, por terem filhos, por estarem longe e por haver traições na relação cometidas por um deles, as necessidades físicas revelando-se diferentes e de intensidades distintas de um para outro. Revelei já muito do filme, mas não revelo o final - só digo que fica em aberto e que deixa a cada um imaginar o que terá sido prometido. É um bom filme a meu ver, mas mesmo assim não o acho o melhor filme do ano. Pouco me diz, pelos mesmos motivos que &lt;em&gt;"Munich"&lt;/em&gt; me diz pouco. Há outro filme que segue as mesmas linhas e que foi igualmente polémico e aclamado: "&lt;em&gt;Boys Don't Cry"&lt;/em&gt;, diferente mas igual ao mesmo tempo. Bem, aqui ficam algumas frases e diálogos mais dramáticos do filme e esqueça-se o resto:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;Ennis Del Mar:&lt;/strong&gt; If you can't fix it, you gotta stand it.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;Ennis Del Mar:&lt;/strong&gt; What you can't change, you've just got to ride out.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;Ennis Del Mar:&lt;/strong&gt;I'm gonna tell you this one time, Jack fuckin' Twist, an' I ain't foolin'. What I don't know - all them things I don't know - could get you killed if I come to know them. I mean it.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jack Twist:&lt;/strong&gt; Yeah well try this one, and I'll say it just once!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ennis Del Mar:&lt;/strong&gt; Go ahead!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jack Twist:&lt;/strong&gt; Tell you what, we coulda had a good life together! Fuckin' real good life! Had us a place of our own. But you didn't want it, Ennis! So what we got now is Brokeback Mountain! Everything's built on that! That's all we got, boy, fuckin' all. So I hope you know that, even if you don't never know the rest! You count the damn few times we have been together in nearly twenty years and you measure the short fucking leash you keep me on - and then you ask me about Mexico and tell me you'll kill me for needing somethin' I don't hardly never get. You have no idea how bad it gets! I'm not you... I can't make it on a coupla high-altitude fucks once or twice a year! You are too much for me Ennis, you sonofawhoreson bitch! I wish I knew how to quit you.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ennis Del Mar:&lt;/strong&gt; [crying] Well, why don't you? Why don't you just let me be? It's because of you that I'm like this! I ain't got nothing... I ain't nowhere... Get the fuck off me! I can't stand being like this no more, Jack.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cccccc;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;[last lines] &lt;strong&gt;Ennis Del Mar:&lt;/strong&gt; Jack, I swear...&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-114018265398934931?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/114018265398934931/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=114018265398934931&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/114018265398934931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/114018265398934931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2006/02/brokeback-mountain-2005-de-ang-lee.html' title='&quot;Brokeback Mountain&quot; (2005) de Ang Lee'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-113938725879063411</id><published>2006-02-08T08:11:00.000Z</published><updated>2006-02-08T13:35:54.170Z</updated><title type='text'>"Munich" (2005) de Steven Spielberg</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7894/681/1600/poster.2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7894/681/320/poster.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Filmes sobre questões políticas, sobre períodos muito próximos do mesmo em que vivo, onde as personagens retratam pessoas que existiram até há relativamente pouco tempo, onde é definido o lugar e o tempo na realidade, pouco me satisfazem como fontes de entretenimento. Há excepções, obviamente, mas prefiro, quando vejo um filme, que naquelas duas horas, às vezes três, esteja noutro mundo que não este. Por isso, é que detesto que as pessoas me falem quando vejo um filme, porque falar-me afasta-me do mundo do filme. Mas como disse, há excepções, muitas delas são comédias porque aí dá gosto aparvalhar e mandar umas tiradas sarcásticas à qualidade do filme ou às situações cómicas nele retratadas. Mas já estou a divagar...&lt;br /&gt;"Munich" aborda o atentado cometido em 1972, durante os Jogos Olímpicos que decorriam na cidade alemã, onde onze atletas israelitas foram tomados reféns por um grupo terrorista palestiniano conhecido como "Setembro Negro", e aborda também a suposta retaliação israelita que se seguiu a esse atentado do qual resultou a morte de todos os reféns e de grande parte dos terroristas. O filme recai mais sobre a resposta israelita, abordando o começo desse planeamento em que o governo de Israel recruta agentes da Mossad (os serviços secretos daquele país) para a missão de descobrir o paradeiro de todos os responsáveis pelo atentado em Munique com a subsequente intenção de eliminar os mesmos. O facto de o filme revelar o que se seguiu ao incidente dos Jogos Olímpicos pelas mãos de israelitas, não levou o argumentista nem o realizador a tomar parte em nenhuma das facções, levando assim o espectador a decidir-se por uma ou, como eu, a não escolher nenhuma. Israel ou Palestina, judeus ou palestinianos... o conflito a que não se prevê um fim, nem a que se descobre uma justa causa para o seu início.&lt;br /&gt;O filme principia-se com o que terá sido a captura dos atletas pelos terroristas, seguindo-se imagens reais, filmadas por homens daquele tempo, dos palestinianos e do hotel onde estavam juntamente com os reféns israelitas. Outras imagens, com comentários aquela atrocidade por jornalistas, que acompanharam o desenrolar do incidente, são também exibidas para maior realismo, para maior impacto e envolvimento do espectador. A nós que pouco nos diz, senão agora, por ter acontecido algum tempo antes de termos nascido, tais imagens provocam esse envolvimento necessário.&lt;br /&gt;A isto segue-se o planeamento da resposta contra-terrorista do governo israelita, que rouba um homem à sua família (temática sempre abordada em filmes de Spielberg) de uma mulher e filha por nascer, para executar e liderar o acto de vingança. Faziam-se negociações de paz entre Palestina e Israel, quebradas agora pelo atentado e pela necessidade de não deixar palestinianos sair impunes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Golda Meir:&lt;/strong&gt; Forget peace for now. We have to show them we're strong.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao terrorismo responde-se com terrorismo, pois parece ser a única solução possível. Ainda hoje.Mas não só isto se revela no filme e não quero só a isto abordar - muito já se tem escrito sobre terrorismo e Bin Laden e das necessidades de guerra da América e do que foi o Iraque. O filme vai um pouco além disso, proporciona o entendimento das razões dos israelitas como as dos palestinianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Avner's Mother:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; [on building the state of Israel] &lt;em&gt;We had to take it, because no one would ever give it to us.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ephraim:&lt;/strong&gt; We kill for our future. We kill for peace.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ainda que nos pareçam insuficientes, a eles dizem muito mais pois são eles que fazem parte de todo o percurso histórico e de todo o que se faz actual. O filme revela-nos os medos e os sacrifícios de tais actos, não os justificando e, como já se disse, não os defendendo. Revela, também, que existem homens que são mais propensos ao mundo da guerra do que outros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Carl:&lt;/strong&gt; It's strange, to think of oneself as an assassin. Avner: Think of yourself as something else then.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Carl:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; [To Avner] &lt;em&gt;I knew guys like you in the army. You do any terrifying thing you're asked to do, but you have to do it running. You think you can outrun your fears, your doubts. The only thing that really scares you guys is stillness.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-113938725879063411?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/113938725879063411/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=113938725879063411&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/113938725879063411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/113938725879063411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2006/02/munich-2005-de-steven-spielberg.html' title='&quot;Munich&quot; (2005) de Steven Spielberg'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-113879542944165990</id><published>2006-02-01T11:32:00.000Z</published><updated>2006-02-01T16:23:56.360Z</updated><title type='text'>"Memoirs of a Geisha" (2005) com Zhang Ziyi</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7894/681/1600/geisha-wallpaper1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7894/681/400/geisha-wallpaper1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;She paints her face to hide her face. Her eyes are deep water. It is not for Geisha to want. It is not for geisha to feel. Geisha is an artist of the floating world. She dances, she sings. She entertains you, whatever you want. The rest is shadows, the rest is secret.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chiyo é vendida por seu pai e ainda criança, para uma &lt;em&gt;okiya&lt;/em&gt;, uma casa de gueixas, ficando afastada da sua irmã Satsu, que com o desenrolar da história, não tem uma vida fácil. Nenhuma delas tem. Desde início que a vida não lhes pertence. Satsu torna-se prostituta, vivendo para satisfazer as necessidades carnais dos outros. E Chiyo é forçada desde pequena a trabalhar para a matrona da &lt;em&gt;okiya&lt;/em&gt;. Possuidora de estranhos olhos azuis acizentados, provoca inveja e castigos engendrados pela gueixa principal da &lt;em&gt;okiya&lt;/em&gt;, Hatsumomo, alguém que não é muito diferente do que Chiyo um dia poderia tornar-se. Entre as duas, a única diferença revela-se na força de vontade de cada uma em reprimir o amor que sentiam.&lt;br /&gt;Vítima da pobreza e da necessidade de encontrar a irmã, Chiyo persiste. Tudo lhe muda quando descobre um objectivo para si mesma, o de reencontrar o mesmo homem que um dia lhe dedicou alguma atenção quando a viu na rua. Acaso que estivesse acompanhado de gueixas, Chiyo decide tornar-se também uma para fazer parte da vida dele. É-lhe negado durante anos até ao momento em que fica sob a tutoria de Mameha, rival de Hatsumomo. Com quinze anos e terá de aprender em meses o que levaria anos para se tornar aprendiz de gueixa, &lt;em&gt;maiko&lt;/em&gt;. Surpreendemente consegue também pagar o preço do seu &lt;em&gt;nenki e&lt;/em&gt; das despesas da sua alimentação e educação, enquanto viveu na &lt;em&gt;okiya&lt;/em&gt;. A sua estreia no palco, torna-a na gueixa mais conhecida de todas as gueixas, depois de grandes esforços, disciplina e sacrifícios. Torna-se completamente diferente da sua irmã mas existindo para o mesmo propósito, o da satisfação de necessidades dos homens. Sayuri, seu novo nome, porque depois de gueixa, o passado pouco importa.&lt;br /&gt;Este filme aborda o percurso que muitas gueixas têm que percorrer até se tornarem nos modelos femininos orientais da perfeição, mestras da dança, música, diálogo, etiqueta e de outras tantas artes da convivência social. Curiosamente, o filme não resulta da forma com que esperava. São extraordinários os cenários, a fotografia e cada pormenor dos hábitos de uma gueixa. No entanto, os diálogos perdem-se pelo inglês pouco fluente ou desagradavelmente sonoro em que participam actrizes asiáticas, mas não nipónicas, chinesas, orientadas por um realizador americano num filme que retrata um Japão no fim da era de ouro das gueixas, antes da Segunda Guerra Mundial. Do filme, apenas trago comigo a importância da disciplina e do sonho para conquista de vidas especiais.. Mas mais que isso, a dificuldade de definir o que beleza é e onde se manifesta, em que traços.&lt;br /&gt;Propositadamente ou não, foram escolhidas duas actrizes que contrastam: Zhang Ziyi e Li Gong. Uma estranhamente bela, de feições suaves e frágeis. A outra, de uma sensualidade exótica, porque estou deste lado ocidental e tudo nela me parece diferente e sensual.&lt;br /&gt;Existem diferentes tipos de beleza. Será?&lt;br /&gt;Por vezes, confunde-se sensualidade com beleza, mas beleza sensualidade não é. Pode ser que ser belo exija também ser sensual mas ter sensualidade não faz das mulheres belas. Ser bela não está na proporção de cada atributo e no conjunto desses atributos, bem proporcionados. Não sei se está só na atitude. Ou na postura. Ou no sorriso. Ou no olhar. Ou no timbre da voz. Poderá muito bem ir além de tudo o que de humano há na mulher. Se beleza existe e se manifesta, não está de certo no corpo, mas envolve-o como que uma aura. Algo que quando presenciamos, não nos é possível identificar ou sequer denominá-lo. Dizemos que é beleza, para tornar mais fácil o seu reconhecimento, ainda que não a reconheçamos racionalmente, apenas por sensações que se nos despertam. Satisfazemos a necessidade de dar o nome a tudo o que existe, mas isso não nos faz compreender nenhuma das coisas a que damos um nome. Está, existe e, para alguns, isso chega. Não para mim. É desconfortável não conseguir compreender porque razão o meu coração acelera, porque suo, porque engasgo, porque me foge o olhar, para que se prenda de novo no que estando lá, não sei onde começa e acaba. Não a sinto. Não a vejo. Não a ouço. Não a cheiro. De tudo a que damos um nome, a beleza, como a felicidade e outras que não têm forma, não se compreende, não sabemos como existe mas sabemos que tem um fim, num outro momento, pela vida curta e transitória.&lt;br /&gt;Poderá não ser a mais bela das mulheres, porque não reúne as qualidades que o mundo diz de que a beleza se constrói, no entanto ainda bela poderá ser. Não sei se por mais inacessível que seja, mais bela será. Não quero acreditar que assim se relacionam beleza e mistério. Não quero, porque o mistério, o segredo e as muitas qualidades secretas possíveis que deles se imaginem poderão ser belas coisas que nos atraem, mas apenas porque existem no imaginário. Numa tal situação, não é a formusura que encanta mas a possibilidade de que exista. Bela é a mulher que o é e não aquela que diz ser ou, que não dizendo, sugere. Custa-me escrevê-lo, por que irá contra a ideia de que a vida se faz pelos que nascem especiais e os outros seguindo por arrasto, mas pode acontecer que a beleza seja para alguns o que não é para outros, conceito subjectivo que varia consoante as fantasias, desejos ou sonhos - que nada tenham de concupiscência - de cada um. Haverá para cada homem, pelo menos uma mulher que bela lhe parece? E para a mulher, a beleza de pelo menos um que lha ache e atribua?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-113879542944165990?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/113879542944165990/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=113879542944165990&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/113879542944165990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/113879542944165990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2006/02/memoirs-of-geisha-2005-com-zhang-ziyi.html' title='&quot;Memoirs of a Geisha&quot; (2005) com Zhang Ziyi'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-113070484278214246</id><published>2005-12-07T11:55:00.000Z</published><updated>2006-01-17T21:36:57.353Z</updated><title type='text'>Son(h)o.I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;De resto, foi mais um dia, como tantos outros.&lt;br /&gt;O acordar é que foi anormalmente custoso. O corpo pesava mais do que o seu verdadeiro peso, ou assim parecia. Pesava tanto, que o levantar foi feito só muitos minutos depois, para que as toneladas que se acumularam no corpo, durante a noite agitada, fossem içadas pela vontade de sair de entre os lençóis. Primeiro pela vontade e só depois pelos movimentos necessários. E a mente...bem, a mente estava como sempre desperta, pois essa nunca adormece. É daquelas coisas infelizes da natureza humana que ninguém entende. As noites seriam muito mais bem passadas se a mente adormecesse, em vez de render o tempo inteiro da noite, do suposto sono revigorante, na criação de mundos que não existem, de situações que nunca aconteceram nem poderão acontecer, de pessoas que só têm curtas vidas em sonhos. Sonhos de que ninguém se lembra. Eu não me recordo de nenhum, pelo menos. Nem me recordo de alguma vez ter acordado a meio de um sonho, por este ter sido de alguma maneira forte ou emocionalmente violento, como falsamente real. Sei, no entanto, que a noite que passou me marcou para o resto da vida, mesmo não me lembrando de nada e de tê-la passado a dormir. Sinto-me extremamente cansado, como se tivesse passado horas acordado…horas, não, dias! E em labores que me requeriam grandes esforços. Mas sinto-me, também, e de algum modo diferente. O meu mundo parece-me diferente. Não apenas mais triste e absurdo mas diferente. Como gostaria de me lembrar de onde estive e o que fiz, enquanto estava no meu quarto, deitado e dormindo. Um homem que tomasse consciência dos acontecimentos nocturnos como igualmente dos diurnos, aí sim, poderia ser denominado de homem consciente.&lt;br /&gt;Mas de resto, foi mais um dia, como tantos outros. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Acordou.&lt;br /&gt;Tanta gente. Não estava acostumado a tanta gente. Por isso, correu para longe a grande velocidade, saltando por cima de pequenos postes que haviam nos passeios, por cima de caixotes de lixos, de pequenos muros, por cima de cães vadios, contornando pessoas e esquinas quase perdendo o contacto com o solo e quase perdendo o equilíbrio quando passou de lado por entre um casal exageradamente sorridente num outro salto, sem que estes ficassem de alguma forma perturbados naquela extraordinária felicidade, para que depois retomasse, logo de seguida, a corrida desenfreada que o levava a passar no meio de carros, por baixo de pontes, por cima de sebes de enormes casas e até por cima de um vagabundo, bem lavado e ajoelhado, que contava as esmolas que um transeunte de cara suja e marcada deixou cair com desprezo e satisfação. E depois...a corrida já não era por espaço. Já saltava bancos de jardins e corria por entre árvores. E quando bancos de jardim já não surgiam, corria e saltava por cima de tudo o que encontrava no caminho que o levava nem sabia onde. Corria.&lt;br /&gt;Tomou consciência de que não suava, não se cansava e que anoitecia. Teve a estranha sensação que aquele mundo, que percorria, mudava com a passagem dele, pois os rostos daqueles que com ele se cruzaram repetiam-se mais tarde, noutros lugares e sempre dormindo. Também lhe pareceu que corria cada vez mais rápido e que saltava de cada vez mais alto, somente porque assim se imaginava. Os lugares passavam por ele a grande velocidade, em imagens turvas e desfocadas, as cores misturando-se e as formas perdendo os seus contornos.&lt;br /&gt;Algures, encontrou uma grande e alta rocha que, sem o apoio de mãos, subiu num só alto, para aí parar abruptamente. O mundo em volta era enorme e escuro. Negro, da cor dos pântanos. Mas também cinzento, aqui e além, da cor das rochas cinzentas. Assim ficou, durante o que lhe pareceu serem horas, a contemplar o seu mundo de preto e prata. A lua, lá no alto, brilhava debilmente mas ele via tudo com nitidez, como se de dia.&lt;br /&gt;Até que... ao longe e por entre as rochas, distinguiu silhuetas disformes e inumanas movimentando-se no escuro. Carregavam objectos compridos no que seria uma das mãos e outros mais achatados e largos na outra. Pareciam grandes, mesmo estando afastados naquele mundo vasto. Movimentavam-se lenta e cuidadosamente, serpenteando por entre as enormes pedras, subindo pela encosta da colina que não existia até o momento. Tinha como cume a rocha onde o corredor solitário se encontrava e crescia rapidamente, dificultando a subida das negras sombras, aproximando-se do negro céu sem estrelas e nublado, que ocultava a lua. Estranha a forma da nuvem que a cobria: grande em comprimento e em altura, de contornos de largas curvas que terminavam em pontas espetadas no negro do céu. Pareciam asas de um qualquer enorme animal voador, que agora se afastava do brilho lunar e iniciava uma espiral descendente.&lt;br /&gt;Olhou para baixo, desprendendo os olhos do ceú habitado pela criatura, encontrando as sombras armadas a escalarem pela montanha, outrora colina, envolta numa névoa de que não se sentia humidade. A primeira das sombras surgiu no limiar do cume, com um brilho prateado emanando em longos raios. Dobrou o limiar graciosamente, em gestos demorados e sorrindo, revelando a sua armadura de lâminas cintilante com um movimento que afastou a capa azul escura de estranhos desenhos estampados que a cobria. Quando se encontrou de pé, mostrou-se alto e um homem de feições de criança como se o corpo não lhe fosse apropriado. Ignorante da presença do outro que se encontrava no cume, desembainhou a sua espada de longo punho, de copos de prata e de lâmina negra envolta numa língua de fogo em tons de azul claro. Empunhava-a ao alto com ambas as mãos, como que esperando pelos que se espalhavam pelas encostas da alta montanha, escalando-a agora com sofreguidão e por vezes atrapalhando-se e caindo. Alguns, mais capazes, chegaram ao topo, trazendo terríveis armas de lâminas retorcidas e armaduras de inúmeros espetos. O guerreiro de prata combateu-os, desferindo-lhes golpes e estocadas ao acaso e empurrando-os do cume com pontapés no peito. As criaturas verde escuro e desfiguradas não soltavam gemidos de raiva ou dor, como se esperaria. Apenas se lançavam contra aquele guerreiro que os derrotava com um só movimento da sua espada, como se para isso existissem.&lt;br /&gt;Foi, então, que a enorme criatura em voo picado se encontrou a pequena distância do cume da montanha, lançando uma grande bola de fogo num bramido. Os combatentes separaram-se, ficando aqueles dois humanos sozinhos perante aquela nova ameaça, as criaturas fugindo. De novo de espada bem levantada e com uma nova alegria ou maravilhamento, enfrentou o guerreiro de rosto juvenil aquele ataque de fogo. Esperou que as chamas cercassem a lâmina negra envolta na sua chama cerúlea para aplicar um golpe diagonal impetuoso na ígnea orbe, dividindo-a em duas. Não esperando por novo ataque do monstro voador, que agora se encontrava mais perto da sua presa, o guerreiro prateado saltou para o seu encontro, empunhando a espada perto das saias da sua armadura de lâminas, com os copos virados para baixo. No ar, o dragão vermelho abriu as suas mandíbulas para devorar aquele que o desafiava tão decididamente, o mesmo que rasgava agora o espaço com um movimento ascendente da sua arma, para depois o monstro, sem surpresa, se render ao fogo azul que incinerava a sua couraça de escamas. E a estes combates, assistiu o outro, sem compreender, sem sentir nada de nada, pois do fogo não emanara calor e aquele guerreiro saltara demasiado alto para um humano.&lt;br /&gt;Um grande sol rompeu aquela atmosfera sombria, raiando sobre o guerreiro, a sua forte luz alterando a paisagem escura para a claridade do verde, o negro do céu para o violáceo do crepúsculo e a estrela solar só ainda nascia. Decidiu-se a falar-lhe, quando o guerreiro regressou ao solo de espada vibrando com a sua chama mais azul que antes, agora da cor da sua capa. Estava a três passos quando este se ajoelhou, sorriu para si mesmo e desapareceu. Sozinho, o outro acabou por se sentar na aresta do cume, contemplando a negra paisagem... que era diferente agora. Tudo mudou num ápice, mas ainda lhe foi possível vislumbrar, algures entre o que "foi" e o que se "tornava", uma criança de pouco mais de uma dezena de anos dormindo, com um sorriso no rosto e de punhos cerrados, próximos um do outro, num quarto que não reconhecia, também ocupado por uma mulher que se aproximava lentamente da cama onde o pequeno dormia. O quarto, a criança e a sua mãe desapareceram tão rápido como haviam surgido, substituídos por uma nova vastidão.&lt;br /&gt;O corredor solitário levantou-se e estranhou, mais uma vez, esses domínios que agora perdiam toda a forma e se estendiam para o infinito sem cor, em que se revelava a existência do nada e do vazio&lt;strong&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;A mudança durou poucos instantes, para que o tamanho daquele mundo diminuísse e ao longe se destacasse um vulto negro que desapareceu numa nova alteração da dimensão daquela realidade de limites instáveis.&lt;br /&gt;O infinito foi restringido, desta vez, a quatro paredes de um qualquer outro quarto pouco iluminado que não o seu. Atolhado de muitas folhas e livros, dispersos pelo chão, revestindo-o, e com uma grande mesa com o mesmo revestimento de papel, colocada de fronte da janela de persianas fechadas, o quarto era ocupado só por mais uma pessoa de costas curvadas e encostadas a um dos cantos, ajoelhada e coberta por algumas das folhas amachucadas e rabiscadas, segurando ainda uma caneta na mão esquerda. O pescoço pendia sobre o peito. Os braços, estendidos, pendiam para o chão. Adormecera enquanto escrevia, concluira o corredor solitário.&lt;br /&gt;Aproximara-se dele quando conseguiu perceber que era um homem ainda jovem, mas não conseguiu compreender como era ele. O seu rosto parecia não ter feições. O seu cabelo parecia não ter nenhum feitio. Haviam no rosto olhos, boca e o que parecia ser um nariz, mas estando lá, eram anafórmicos. Só compreendeu que era jovem. Tudo o resto não se assumia numa forma.&lt;br /&gt;Ajoelhando-se numa das pernas, quis pegar numa das folhas que cobriam as pernas do jovem, mas foi-lhe impossível. Estranhou que a folha lhe escapasse dos dedos. No entanto, nela conseguiu ler: "&lt;em&gt;É por esta Loucura que sou transportado para a Genialidade &lt;/em&gt;". Era a frase que se destacava das outras, por estar mais carregada, como se tivesse sido rescrita muitas vezes, sempre pela sobreposição das mesmas letras. O resto das folhas, pelo o que pôde ver, continha números e cálculos que não entendeu. Pareciam ser coisas complicadas, com muitas linhas de raciocínio, aqui e além rasuradas.&lt;br /&gt;Desistiu de tentar compreender o que havia sido escrito nas folhas e levantou-se, para ver que livros seriam os que se espalhavam pelo chão, quando o jovem despertou lentamente e começou a consultar as folhas imediatamente ao seu alcance. Leu lentamente cada página, manifestando um estado de atenção incrível. Os olhos postos naqueles papéis, como se nada mais houvesse naquele quarto.&lt;br /&gt;Sem escrever nada, passava pelas mãos as inúmeras folhas, revendo todas as linhas e notas à margem, sem nunca se aperceber da outra presença. Quando mais folhas não haviam, voltou ao canto onde estivera supostamente adormecido e sentou-se, fixando o tecto branco. Na cadeira perto da secretária, sentou-se o outro, contemplando aquela atitude de consideração do jovem, absorto por coisas que estariam, de certo, nas folhas mas às quais não lhes conseguia adivinhar o sentido, mesmo quando soube que livros eram os que se espalhavam pelo chão do quarto. Livros de matemática aplicada.&lt;br /&gt;Esfolheava um dos livros e, de repente, sentia o ambiente do quarto diferente. Sentiu um entusiasmo crescente, que o fazia sentir importante...não, não era essa a palavra... Relevante, sim, relevante no mundo. Era o que sentia. Lembrou-se de que sentiu isto uma ou outra vez, em toda a sua vida. Curioso...&lt;br /&gt;Compreendendo a emoção relembrada e, agora, revivida, virou-se de novo para o matemático. Encontrava-se ainda sentado no canto, de cabeça pendida sobre o peito, quando, meio sorrindo, exclamou: &lt;em&gt;"Descobri"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Houve uma explosão de luz branca enlevante, que por êxtase substitui o entusiasmo, para depois o ambiente daquele quarto desorganizado voltar nos seus tons de branco das folhas e amarelo da luz fraca do único candeeiro ligado. Lá no canto ainda se encontrava o matemático, que se levantou bruscamente, para rebuscar as mesmas folhas que, até há pouco, consultava. Escrevinhava nelas freneticamente e balbuciava que tinha descoberto, que tinha descoberto... Sorria largamente, umas vezes exprimindo coisas entre dentes e incompreensíveis, outras tiques nervosos com os dedos, que tamborilavam contra uma das têmporas num ritmo acelerado. Já não parecia tão jovem, mas muito mais velho e com ar cansado. Tinha o cabelo um pouco comprido, oleoso e revolto, o nariz aquilino e os lábios sequiosos. Só os olhos brilhavam, naquelas manchas negras que os envolviam. Depois, voltou tudo a mudar numa nova explosão de luz e o quarto desapareceu.&lt;br /&gt;De novo no infinito acromo, entreviu mais uma vez, ao longe, a mesma silhueta disforme e solitária, caminhando vagarosamente. Desta vez, pareceu-lhe que aquela passagem entre lugares demoraria mais tempo. Decidiu alcançar o errante, arrancando fenomenalmente numa corrida. Desejou correr mais rápido e mais rápido correu. Alheado da presença dele, o errante continuava no seu passo lento. Estava a pouca distância. Poderia alcançá-lo...&lt;br /&gt;O estranho estancou o passo, olhou-o com olhos que não se viam e ele parou, não porque o desejasse. Num instante, o estranho errante sumiu e voltou a surgir num lugar mais afastado naquela imensidão, olhando-o mais uma vez para, no fim, lhe virar as costas e continuar a sua caminhada na planície inane. Ficou só, durante o que teriam sido segundos, para depois se sentir transportado para um qualquer novo lugar - assim achou.&lt;br /&gt;Na rápida viagem entre lugares, foram muitos e diferentes os pequenos mundos que lhe surgiam e diferentes as pessoas que neles se encontravam. Eram caliginosos os de tristes ou os de assustados, alvos e iluminados os de alegres. Pôde ver outros mundos que sendo uns se transformavam noutros, transformando neles as emoções manifestas pelos que neles ficavam. Alguns eram habitados por criaturas grotescas e minazes. Outros por simples homens e mulheres. Nuns, vestidos. Em muitos outros, com pouca roupa ou sem nenhuma.&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;Nuns, perigosamente armados e assurelfados. Noutros benfeitores e generosos. Nuns, completando grandes façanhas, acompanhados. Em muitos outros, envoltos em fracasso, abandonados.&lt;br /&gt;Surgiram poucos lugares diferentes destes pequenos mundos, retidos na memória apenas como primeiras impressões de coisas a que não lhe foi dado o tempo necessário para observação pormenorizada.&lt;br /&gt;De limites menos extensos e retirados de envolvente, esses outros raros lugares eram apenas imagens sem nexo que se sucediam num espaço indefinido, unidas a fortes emoções que extenuavam o corredor solitário que, parado sobre nenhum solo, sentia-se correr, o coração acelerando, os sentidos acompanhando a erupção de novos sons e cores e traçados.&lt;br /&gt;Surgira-lhe tudo diante do olhar numa sucessão de tal maneira célere, que não se recordava de nenhuma das imagens. Nem uma das sensações que havia sentido conseguia descrever. Confuso, deu por si no seu quarto, deitado sobre a cama. &lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O dia principiou-se, normalmente. Começou como tantos outros dias de tantas outras gentes, humanas e inumanas: o Sono fez uma pausa, para que todas as gentes vivessem.&lt;br /&gt;Nos domínios do Sono, não se vive de verdade. Neles, só é possível fingir que se vive vidas que não se têm. O Sono dá oportunidade a todos os que possuem qualidades imaginativas, que se cubram de mantos de ilusão e vagueiem em mundos de dissimulação cobertos. Não se responsabiliza por depois de um outro sonho, não recordado mas marcante, se encontre algum desencanto no mundo verdadeiro. Ao Sono cabe, apenas, alegrar os que não encontram alegrias verdadeiras, avisar os menos avisados, entristecer esses exageradamente felizes, assustar os corajosos, reconfortar os desamparados, aquietar os inquietos …&lt;br /&gt;Mas são tantos os que dormem, que o Sono por vezes se engana e atribui a uns pesadelos, quando sonhos era o mais adequado, e a outros insónias, fechando-lhes os portões dos seus domínios, não os deixando descansar quando descanso era algo que mereciam. Na Terra há sempre noite e, mesmo de dia, há sempre quem procure o Sono, que sozinho tem que satisfazer as necessidades de cada uma das gentes. Tão grande é a responsabilidade do Sono, que este se farta, por vezes, abandonando as suas tarefas e procurando algum descanso da sua eterna atenção. Mas Sono é o ilusionista onírico, a quem não é permitido adormecer porque não há quem tome conta dos seus domínios na sua ausência. Sono não descansa. Permite o descanso dos outros.&lt;br /&gt;E mesmo havendo Sorte, o trabalho do Sono complica-se porque as gentes humanas crescem em número. Até a fria Morte tem a sua existência complicada. Já não serve de grande ajuda ao Sono, quando leva com ela alguns dos adormecidos, porque estes são muitos agora e pouca diferença faz. Por isso, o Sono negligencia cada vez mais o seu poder de adormecer, de fazer sonhar e descansar. Por isso e não só, é que o mundo não se inventa e estagna, apodrecendo…&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;[SP]*&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;(iniciado em 30 de Outubro de 2005, 20:01 horas, e continuado esporadicamente, quando me apetecia. A data da tua última alteração é a data associada ao post; &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; indica o momento sujeito a alterações ou a acabamento)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-113070484278214246?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/113070484278214246/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=113070484278214246&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/113070484278214246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/113070484278214246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2005/12/sonhoi.html' title='Son(h)o.I'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-113110275977302004</id><published>2005-11-04T10:27:00.000Z</published><updated>2005-11-09T10:01:31.910Z</updated><title type='text'>Profetas dos Dias de Hoje</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Profeta é aquele que prediz por inspiração divina.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tem-se na História inúmeros profetas, muitos deles ligados a religiões, inventados ou outrora vivos e com poderes exagerados pelos anos e pelo recontar dos seus feitos. Algumas profecias até se poderão ter concretizado. Outras, a maior parte estou certo, ficaram só pelas frases vagas e que aparentavam muito pouco sentido. É assim que vejo profetas e profecias. Quase que acho na palavra profeta um sentido concreto do significado da palavra vago. Como se quase fossem sinónimos, ou melhor, como se a primeira fosse uma particularização da última. Enfim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O que importa é que existiram pessoas que se acharam detentoras de poderes divinos que lhes permitiam adivinhar o futuro. Hoje em dia, também os há e não falo daqueles que vendem os seus serviços por telefone e através de cartas Tarot e cujos nomes têm tanto de rídiculo como de espalhafatoso. Falo de filmes-profeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Este grupo de filmes são o novo tipo de ficção científica que tenta, de alguma forma, adivinhar também o futuro pela antecipação do mesmo ou pela apresentação de possíveis caminhos que esta sociedade, cada vez mais tecnológica, possa tomar. Temáticas como a clonagem ou o &lt;em&gt;crio-sleep/&lt;/em&gt;criogenia são habitualmente abordadas com o intuito de incitar o debate ou de apenas vender bilhetes, porque estas temáticas, associadas a explosões, a muita acção e a grandes ícones do cinema, vendem bem. Mas o mais importante, quando realizam estes filmes, seja ou não propositado, é avisar e obrigar as pessoas a imaginar a sociedade daqui a uns anos, com todos os problemas das escolhas que se fizeram até lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tal como em profetas de outros séculos, as descrições e os finais destas profecias cinematográficas são sempre terríveis, assustando e obrigando (quem sabe?) o espectador a querer a adiar a escolha de certos caminhos para mais tarde. Encontram-se falhas, nos filmes, muito difíceis de contornar e intrínsecas aos processos vanguardistas já mencionados e, por alguns, denominados de anti-naturais. Controlar, por exemplo, a clonagem ou adormecer alguém vivo, por meio de congelamento, correndo o risco de o adormecer para sempre, é algo a ter em conta, até porque ainda não temos a tecnologia para o fazer eficientemente e nem a sociedade está preparada moralmente para isso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entre os filmes que servem de aviso, tem-se alguns de Steven Spielberg , que como realizador já nos lançou algumas problemáticas, um tanto fantasiosas mas mesmo assim possíveis, com &lt;/span&gt;&lt;a onclick="set_args('tt0212720',1,1)" href="http://www.imdb.com/title/tt0212720/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Artificial Intelligence: AI&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a onclick="set_args('tt0181689',1,1)" href="http://www.imdb.com/title/tt0181689/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Minority Report&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. O primeiro levanta a questão sobre robôs e a utilização que se lhes poderá dar um dia e até que ponto estes poderão ser úteis, preenchendo necessidades emocionais, por exemplo. Minority Report, por sua vez, aborda algo muito mais improvável mas discutível: um sistema de justiça que antecipa os criminosos, julgando-os antes de cometerem os crimes que são previstos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mais antigos que esses dois exemplos, tem-se &lt;/span&gt;&lt;a onclick="set_args('tt0086567',1,1)" href="http://www.imdb.com/title/tt0086567/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;WarGames&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, que proporciona o debate sobre um sistema de defesa com míssies nucleares totalmente controlado por máquinas e não por pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mais recentes, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0399201/" name="actress2000"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;The Island&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (que ainda não vi) e &lt;/span&gt;&lt;a onclick="set_args('tt0364343',12,1)" href="http://www.imdb.com/title/tt0364343/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;The Final Cut&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; abordam a clonagem e um novo tipo de voyeurismo, respectivamente. Este último descreve um mundo onde é possível ver a vida toda de alguém, depois da sua morte, que é recordada após uma selecção dos seus momentos vividos e concentrados num vídeo que serve de epitáfio mas que, dificilmente, corresponde à verdadeira imagem do falecido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onclick="set_args('tt0319262',1,1)" href="http://www.imdb.com/title/tt0319262/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;The Day After Tomorrow&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; é outro filme-profeta recente (este com um final feliz) e, talvez, o mais provável de acontecer, destes todos que foram enumerados. Pois, trata de uma era glaciar, provocada pelo aquecimento global, e que destrói por completo o mundo, levando a existência da humanidade a ficar em risco. Ora, este pequeno resumo de certo que é um futuro bem próximo da sociedade de hoje, sem grandes fantasias e com muitos factos reais por detrás. O mais interessante, é que quem o viu achou fantástico, por todos os efeitos especiais e pelas muitas pipocas que fez comer. Verdade, que não foi abordado da melhor maneira, a meu ver, até porque só conseguiu fazer com que os espectadores desejassem que a hipótese não fosse lá muito provável e... que comessem ainda mais pipocas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;São estes os profetas e as profecias de hoje e ainda que nenhuma delas se realize, para nosso bem, estas serviram de avisos. O importante numa profecia não é se esta se realiza ou não. O importante é que se façam profecias, porque a partir delas se evitam males maiores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-113110275977302004?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/113110275977302004/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=113110275977302004&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/113110275977302004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/113110275977302004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2005/11/profetas-dos-dias-de-hoje.html' title='Profetas dos Dias de Hoje'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-112966557642145061</id><published>2005-10-18T21:00:00.000+01:00</published><updated>2005-10-24T12:06:13.483+01:00</updated><title type='text'>Homem Absurdo de Albert Camus</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7894/681/1600/Homem%20Absurdo.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7894/681/400/Homem%20Absurdo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Eis aquele que não sente,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O da vida de pouca monta,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O Livre Idiota, o Inocente,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Que num momento sentido já conta.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;É ao tempo, que lhe passa, que se prende,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Ao que não se prendeu, um nada se lhe aponta.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Eis este que é, da felicidade, indingente...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Eu não sei se me é permitido ser assim.&lt;br /&gt;É indiferente. Sei que faz diferença&lt;br /&gt;Aos outros. Querem-me igual, um parceiro,&lt;br /&gt;Que aquiesça, que lhes diga sim.&lt;br /&gt;Cansam-me - banal a existência!&lt;br /&gt;Já não sou do vosso mundo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou Estrangeiro.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-112966557642145061?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/112966557642145061/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=112966557642145061&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/112966557642145061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/112966557642145061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2005/10/homem-absurdo-de-albert-camus.html' title='Homem Absurdo de Albert Camus'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-112948876872502734</id><published>2005-10-16T19:50:00.000+01:00</published><updated>2005-10-26T11:33:27.926+01:00</updated><title type='text'>Blogs: Porque se criam</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;A &lt;em&gt;WEB&lt;/em&gt; é a moderna fonte de conhecimento para os que a conhecem, de ocupação saudável para os saudáveis desocupados, de alimento podre para os podres daqueles que nela se escondem, de fome para os que nela se refugiaram e que dela já não conseguem fugir. Fome pelo que existe do lado de fora. Fome na falta do que não existe.&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;WEB&lt;/em&gt; tem mil e um encantos e ainda mais. Compõe-se de imagens, música, filmes e também de pequenos clips, de histórias interessantes e de histórias banais de gente banal, de poemas, letras de músicas, fóruns, &lt;em&gt;blogs &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;chats&lt;/em&gt; mas também de ideias científicas, de pensamentos profundos, de novas perspectivas do que nos evolve, de bonitos cenários para &lt;em&gt;wallpapers&lt;/em&gt; que preenchem o vazio daqueles que ainda não viajaram pelo mundo, de milhares e milhares de servidores inumanos que servem os mais pequenos desejos da humanidade, que servem necessidades de Luxúria, tão naturais como doentias, de milhões de milhões de pessoas conectadas num espaço que tem limites incalculáveis, como se de um segundo universo se tratasse, ainda que sem estrelas por não ser possível brilhar em algo tão sem forma.&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;WEB&lt;/em&gt; existe para e por pessoas e, no entanto, é impossível não sentir solidão quando me conecto. É talvez, a maior obra do Homem, porque reúne todas as outras num simples clicar de botão, onde tudo se revela facilmente com uma pequena viagem em que o percurso é curto demais para existir algum qualquer sentimento de realização ou de cumprimento.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;A &lt;em&gt;WEB&lt;/em&gt; é o instrumento&lt;/span&gt; dos solitários conscientes, dos incompreendidos e dos outros que o são sem saberem ou que pouco se importam, o instrumento dos “&lt;em&gt;nerds&lt;/em&gt;” e dos “&lt;em&gt;geeks&lt;/em&gt;”. Mas também dos outros que seguem e fazem a normalidade. Todos, hoje em dia, usam a WEB, creditando-a ou banalizando-a.&lt;br /&gt;E o mais curioso é o uso que se faz dos &lt;em&gt;blogs&lt;/em&gt;, que proliferam: em ensaios e críticas várias construídas pelos que utilizam a escrita como meio de fazer valer uma opinião; em poemas e textos poéticos pelos que desejam e necessitam da escrita por ser o meio de busca de um equilíbrio; em narrações de um quotidiano (in)feliz ou meramente curioso e, talvez, desinteressante pelos que são pseudo escritores ou ainda dão os primeiros passos; e, também, em fotos de outros menos relevantes que apenas procuram alimento para o ego. No fim, todos buscam o mesmo: alguma atenção neste outro mundo tão vasto de pessoas que não vêem e que assumem o corpo e qualidades em que o limite é a própria imaginação, limitada às necessidades de cada um e do momento. Poderá ser um desejo inconsciente, mas nunca se escreve para ninguém. E existe sempre alguém que lê…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-112948876872502734?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/112948876872502734/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=112948876872502734&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/112948876872502734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/112948876872502734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2005/10/blogs-porque-se-criam.html' title='Blogs: Porque se criam'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-112643606082865037</id><published>2005-09-11T11:54:00.000+01:00</published><updated>2005-09-11T12:27:57.670+01:00</updated><title type='text'>Ilustração para "Tágide Sem História"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7894/681/1600/22.07.021.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7894/681/400/22.07.021.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Desenhado a 22 de Julho de 2002&lt;br /&gt;Alterado a 11 de Setembro de 2005&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/295/2497/320/22.07.02.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;a href="http://picasa.google.com/" target="ext"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-112643606082865037?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/112643606082865037/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=112643606082865037&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/112643606082865037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/112643606082865037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2005/09/ilustrao-para-tgide-sem-histria.html' title='Ilustração para &quot;Tágide Sem História&quot;'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-112457684775583869</id><published>2005-08-10T02:10:00.000+01:00</published><updated>2005-08-20T23:27:27.756+01:00</updated><title type='text'>Assim...do nada.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Compreendo agora as crises de ansiedade por que passo. E compreendo também quando surgem…&lt;br /&gt;A verdade é que não sou o frio e o insensível que tento ser. Não de perto…e nem de longe. A verdade é que sou tão carente emocionalmente como…sempre fui. E não é por me encontrar num estado de espírito qualquer, em que encontro determinada pessoa em determinado lugar. É por me encontrar num determinado estado espírito – de abertura, de disposição e de pouco controlo, sem nenhuma contenção – num qualquer lugar com uma qualquer pessoa. Basta que seja bonita e que me faça sentir desprezível – e este momento é de comicidade e se não fosse escrito por mim, riria-me de gozo: é triste ser propositadamente sofredor, mesmo que o sofrimento seja banal e rotineiro. O resto é esperar que aconteça ou que seja inventado: sorrisos, frases, gestos, …ou seja, não me é difícil atingir altos picos de ansiedade: a minha imaginação é fértil.&lt;br /&gt;E suponhamos (não me dirijo a ninguém senão a mim mesmo), que tudo o que sinto e vejo é verdadeiro. Perante esta possibilidade que outro tomaria como provável, eu distancio-me e racionalizo o fraco sentimento e, simultaneamente, o forte impulso de fuga à solidão: coloco em causa a probabilidade dessa possibilidade. Não que viva num mundo que é muito imaginado… mas desconfio das minhas capacidades de reconhecimento de sinais e – mais importante e flagrante aos olhos de outros – desconfio de mim mesmo. Esgoto a energia que veio com a ansiedade em frases absurdas da boca da frustração, danças ao ritmo da raiva e pensamentos formados no vazio que me envolve. Assim, não entro no jogo, não ganhando nem perdendo, não sentindo mas pensando, fugindo mas resguardando-me… não vivendo mas respirando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em começar hoje os retratos de gentes sem que os pinte. E pensei em retratar a minha última fonte de obsessão, porém não memorizei sequer as características mais simples e transparentes. É bonita, mas simplesmente bonita. Desconheço o resto. Não sei dizer porquê bonita… Não sei se pelos lábios, se pelo corpo, se pelos olhos… Desconheço a cor dos olhos. Uma miúda ainda, mas distante e séria, mas não sei porquê… Não sei se pelo andar, pelo falar ou pelo olhar. Simplesmente bonita, distante, talvez infantil com uma capa de seriedade – não é lá grande retrato. Mas nunca soube escolher musas – se é isso que são – porque não as escolho. Surgem quando preciso e quando não espero, porém surgem nos ambientes mais propícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome de uma obsessão ou pura coincidência mas não na minha vida.&lt;br /&gt;Amiga de nome, sentimento triste e ferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei importância de mais a isto. Cansei-me por dentro. Amanhã morro de novo, pois já esmoreço agora… Vivi por breves instantes, há horas atrás… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-112457684775583869?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/112457684775583869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=112457684775583869&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/112457684775583869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/112457684775583869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2005/08/assimdo-nada.html' title='Assim...do nada.'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-112058428980405010</id><published>2005-07-05T18:24:00.000+01:00</published><updated>2005-07-05T18:30:01.026+01:00</updated><title type='text'>A Tágide sem história</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Canto I&lt;br /&gt;Elogio ao mais antigo poeta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em terra pequena, de maior feito,&lt;br /&gt;Nasceu grande poeta, de lesta mão,&lt;br /&gt;Que já de novo,largo tinha o peito,&lt;br /&gt;Que lhe ardia em erudita paixão;&lt;br /&gt;Não foi o amor, mas seu amar de jeito,&lt;br /&gt;Que despertou a glória neste chão&lt;br /&gt;De vitórias que quase que perdidas,&lt;br /&gt;Não fossem as suas dores (esquecidas)...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Mas quis o velho mundo roubar-lhe a alva,&lt;br /&gt;Que o fez despertar em sabedoria,&lt;br /&gt;Com uma flecha veloz e, no ar, alta,&lt;br /&gt;Para, assim, cair na face luzidia;&lt;br /&gt;Apartir de então, um olho lhe falta&lt;br /&gt;No rosto em que brilha subtil poesia,&lt;br /&gt;Mas não é de duas mãos que se faz poema,&lt;br /&gt;Mas de uma só, que leve, escreve a pena...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Linhas de seu nome são veneráveis:&lt;br /&gt;Quão mestra a mestria pode bem o ser&lt;br /&gt;Em versos e estrofes inolvidáveis!,&lt;br /&gt;De um tempo que foge à lei do esquecer,&lt;br /&gt;De lutas e conquistas nada fáceis&lt;br /&gt;Em terras que Dioniso sabe ver&lt;br /&gt;Como poços, sem fundo, de ambição,&lt;br /&gt;Outrora, do império sua construção...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Engenho não lhe faltou na poética&lt;br /&gt;Narração do tão venturoso fado,&lt;br /&gt;Nos grãos reinos desconhecidos de Héstia,&lt;br /&gt;Em solo do deus do Leste ocultado,&lt;br /&gt;Que contrariou a vontade da métrica&lt;br /&gt;Em louvar as dores do povo amado&lt;br /&gt;Da dolente Afrodite, que sofreu&lt;br /&gt;Ao lutar o mar e o seus deus Nereu!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;Canto II&lt;br /&gt;Apresentação da nova história lusitana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;V&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas tão engenhosa foi a própria arte&lt;br /&gt;Em glorificar a pequena terra,&lt;br /&gt;Que nem o forte deus Ares,ou Marte,&lt;br /&gt;Iguala no poder que tem na guerra:&lt;br /&gt;Proclamou tal glória por toda a parte,&lt;br /&gt;Deste povo que hoje, a medo, se encerra&lt;br /&gt;Por não encontrar o rei ou o guia,&lt;br /&gt;Que seja o que fomos, sem a magia...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tal pensamento sem algum alvor,&lt;br /&gt;Perdido está também: Já nada somos!,&lt;br /&gt;Senão um povo que soube o que é amor,&lt;br /&gt;Vindo de jardins de grãos belos pomos,&lt;br /&gt;Criados pela Deméter em labor,&lt;br /&gt;Em tempo em que os navegadores fomos,&lt;br /&gt;Em vagas ou sob a esfera dourada,&lt;br /&gt;E que ora era um alento, ora nos matava...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nada sobrou desses remotos tempos,&lt;br /&gt;A não ser esta lenda quase que esquecida,&lt;br /&gt;Dos bons e cheios de prazer momentos,&lt;br /&gt;Que com mui dificuldade respira...&lt;br /&gt;É bem aí, neste mito, que há elementos&lt;br /&gt;Em discórdia com a engenhosa escrita,&lt;br /&gt;Pois não há perfeição, mesmo em tal poeta,&lt;br /&gt;Pois nessa lenda, reza história incerta...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VIII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Poucos os cantos cantados em poema&lt;br /&gt;Sublimável e sem nenhum igual,&lt;br /&gt;Escritos para um povo, não de Atena,&lt;br /&gt;Mas dela, Afrodite, a deusa do mal,&lt;br /&gt;Que tanto fez pela terra sem pena&lt;br /&gt;Para o crime de amar de Portugal,&lt;br /&gt;Que, certo tempo, foi canto de glória&lt;br /&gt;E, que depois, só, ficou na sua história...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IX&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas segredos bem guardados os tem,&lt;br /&gt;Em águas de um rio Tejo muito largo:&lt;br /&gt;Na espuma de uma onda que vai e vem,&lt;br /&gt;Lá brilha num olhar, um triste pensar vago...&lt;br /&gt;Nele brilha a perda do que não tem,&lt;br /&gt;Do que foi dolorosamente pago:&lt;br /&gt;Afrodite deu o forte castigo,&lt;br /&gt;Por Éolo bloquear o povo amigo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;X&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas a perfídia, já Métis conhece,&lt;br /&gt;Pois descrita está na bela epopeia;&lt;br /&gt;Mas o povo português mais merece:&lt;br /&gt;"Que donzela é a nova Galateia?"&lt;br /&gt;Irónico é o destino, pois rezo a prece&lt;br /&gt;Que poeta cantou num canto de areia:&lt;br /&gt;Por toda a parte espalharei cantando,&lt;br /&gt;Se engenho e arte me forem ajudando,&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;XI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As almas e os corações de amantes,&lt;br /&gt;Que se complementaram, não num só,&lt;br /&gt;Mas em sentimentos puros e grandes,&lt;br /&gt;Que abarcam o coração como pó;&lt;br /&gt;E as caravelas, no mar, importantes,&lt;br /&gt;Em terra, uso de velas para a mó,&lt;br /&gt;Que desfaz glória em má pretensão,&lt;br /&gt;Remoinho do império: degradação!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Canto III&lt;br /&gt;Viagem de regresso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;XII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Íam já as caravelas de grão Vasco,&lt;br /&gt;A caminho desse poente europeu,&lt;br /&gt;Quando lá do alto, o vigia grita em basco:&lt;br /&gt;"Ua criatura nos segue, senhor meu!"&lt;br /&gt;Nada se ouviu, sob as ondas de um mar vasto,&lt;br /&gt;Que ardia como o fogo de Prometeu,&lt;br /&gt;Que se escondia em certo corpo imortal,&lt;br /&gt;Como água em forma de um deus sem igual.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;XIII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas quis Gama saber o que gritara&lt;br /&gt;Tal vulto-homem, de olhos aquilinos,&lt;br /&gt;Que aviso, bom alerta p'ra ele lançara:&lt;br /&gt;"Que gritais vós, de vista alcandorada?&lt;br /&gt;Que vedes além dos salgados limos?"&lt;br /&gt;No horizonte, só via mar e nada,&lt;br /&gt;Mas já o marinheiro esticava o braço,&lt;br /&gt;Apontando para lá do outro mastro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;XIV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Todos, então, para esse lado, olharam,&lt;br /&gt;Procurando má nova e nova luta,&lt;br /&gt;E novo segredo nosso encontraram:&lt;br /&gt;Dos deuses, e por nós, nova labuta,&lt;br /&gt;Pois, nos céus pequenas asas brilharam&lt;br /&gt;Como mensageiras de grã disputa.&lt;br /&gt;Mas não nos seguia o Hermes mui veloz:&lt;br /&gt;Fazia o mundo em rapidez atroz.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;XV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Apartou-se de nós já. Naveguemos!,&lt;br /&gt;Pois tremenda foi a nossa ventura&lt;br /&gt;Nestas águas que, por pouco, perdemos&lt;br /&gt;De serem a nossa azul sepultura!&lt;br /&gt;Quero que todo o caminho cortemos&lt;br /&gt;Sem mais delonga, sem desenvoltura."&lt;br /&gt;Assim falou capitão de vitórias,&lt;br /&gt;Em mares de mil seres, mil histórias...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Canto IV&lt;br /&gt;Novo Consílio dos Deuses&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;XVI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Enquanto, cortavam as ígneas águas,&lt;br /&gt;No monte Olimpo, deuses se íam juntando,&lt;br /&gt;Para novo consílio,para as mágoas&lt;br /&gt;De um Deus irado p'ra eles falando:&lt;br /&gt;"Não mereço tal perda, nem são pagas,&lt;br /&gt;As dores que Dioniso foi causando,&lt;br /&gt;Não por mim,mas por ele e não por outro,&lt;br /&gt;Se nem lhes levantei a mão, tão pouco..."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;XVII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Zeus mostrava a sua desaprovação,&lt;br /&gt;Por se ter levantado ua tempestade,&lt;br /&gt;Enquanto lançou um claro trovão&lt;br /&gt;Para os acalmar: filhos e irmandade:&lt;br /&gt;"No início dessa lusa expedição,&lt;br /&gt;Palavra vos dei, em solenidade,&lt;br /&gt;De que era vosso e meu justo dever&lt;br /&gt;Dar às caravelas mar e poder.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;XVIII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E contestação veio em fortes ventos,&lt;br /&gt;Que quase engoliram portento povo,&lt;br /&gt;Não fossem as ninfas, nesses momentos,&lt;br /&gt;E perdido estaria em verde lodo."&lt;br /&gt;A deusa do amor, dera os elementos,&lt;br /&gt;Para acalmar vagas e ira de fogo,&lt;br /&gt;A salvação do nosso puro sangue,&lt;br /&gt;De breve futuro, de feito grande...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;XIX&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Atena, o irromper de todo o saber,&lt;br /&gt;Acode, então, ao seu válido pensar:&lt;br /&gt;"Não podeis meu e nosso pai dizer&lt;br /&gt;Estarem culpados por desculpar,&lt;br /&gt;Pois apenas Nereu soube sofrer&lt;br /&gt;O castigo por te saber negar".&lt;br /&gt;E novamente o negro véu flameja,&lt;br /&gt;Como lúrida chama de peleja....&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(inacabado e não sei até quando, pois perdi a vontade, o jeito, a paixão... eu sei lá o que foi que me levou a escrever isto)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-112058428980405010?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/112058428980405010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=112058428980405010&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/112058428980405010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/112058428980405010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2005/07/tgide-sem-histria.html' title='A Tágide sem história'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-110650740384246427</id><published>2005-01-23T18:50:00.002Z</published><updated>2005-01-23T19:30:27.656Z</updated><title type='text'>“Closer” (2004) de Mike Nichols</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/295/2497/320/Closerposter.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/295/2497/320/Closerposter.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;If you believe in love at first sight, you never stop looking.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é feita de ciclos cheios de contradições mas também de equilíbrio. A própria vida assume-se como um ciclo: uns nascem para outros morrerem; todos se sentem completos no melhor, para se quebrarem no pior; todos encontram, mais cedo ou mais tarde, para procurar de novo; todos ganham, uma ou outra vez, perdendo a maior parte; todos dizem que amam e todos se sentem amados, numa ocasião ou noutra, durante muito ou pouco tempo; no fim, e o que importa, todos e todas as coisas mudam, afastando-se do ponto óptimo original para o reencontrar de novo. Na verdade, os acontecimentos são únicos e bons até que uma rotina se estabeleça, de que é necessário fugir, já que a desilusão ameaça tudo o que de bom nela exista, para se partir à descoberta de um outro novo momento em que se volta a sentir essa ameaça.&lt;br /&gt;Eu entendi este filme, traduzido em português para “Perto Demais”, desta forma, afastando-me propositadamente do tema do sexo e desenvolvendo com cuidado os temas: desilusão, verdade e mentira. Entendi o filme como um ciclo amoroso que se inicia e termina, curiosamente com a mesma música e praticamente da mesma forma: com as personagens Dan (Jude Law) e Alice (Natalie Portman) vagueando pelas ruas, entre a multidão apressada das cidades.&lt;br /&gt;É com eles os dois que todo o filme começa, dando a sensação, desde as primeiras imagens, que estão ligados, já que se destacam no meio de todos. Essa ligação concretiza-se minutos mais tarde, num ridículo e absurdo acidente e numa situação de amor à primeira vista – uma excelente forma humorada de iniciar um filme que trata de um assunto tão sério como o amor, que por mais filmes que se façam, continuará sem definição, mas é aí que se calhar reside o seu encanto e interesse. A definição de “Closer” não procura estabelecer Amor como um sentimento vago, porque estreita a relação entre Amor e Sexo, que é mais concreto, chegando a confundir os dois.&lt;br /&gt;Apesar de um início desprovido de um ambiente romântico, a relação entre as duas primeiras personagens promete. Pouco tempo depois, quem assiste ao filme descobre que a relação vacila quando são apresentadas outras duas personagens – Anna (Julia Roberts), fotógrafa, que se apaixona à primeira vista por Dan, e Larry (Clive Owen), dermatologista, que procura uma relação na net, acabando também ele por encontrar Dan. Não demora muito tempo até que estes acabem também eles por se relacionarem de uma forma igualmente estranha: através não de um acidente mas de uma brincadeira num chatroom virtual, resultando um terceiro amor à primeira vista. Mas a vida é de facto, como no filme, uma constante criação de laços e é sempre possível uma substituição de quem é definido por parceiro. Seja no amor. Seja na amizade. O tempo passa e os sentimentos esmorecem sempre.&lt;br /&gt;O passar do tempo, porém, não é tratado no filme, porque nele só a desilusão e a mentira originam o quebrar dos laços e a restituição de novos ou antigos. Pelo que “Closer” gira essencialmente sobre estas quatro personagens e em sentimentos mal resolvidos e ainda vivos, que os levam a relacionarem-se entre si, por pura paixão obsessiva, platónica, por vingança ou por terem sido rejeitados por quem amam.&lt;br /&gt;A rejeição e a instabilidade do que será o amor e até mesmo a sua susceptibilidade à mentira são, então, os temas de que este filme trata profundamente, já que todas as personagens são rejeitadas uma ou duas vezes. Daí poder-se ouvir de Larry uma definição de amor mais negra, assente no conflito e no enclausuramento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Have you ever seen a human heart? It looks like a fist covered in blood....&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não são estas as únicas definições para esse sentimento, presentes no filme. O amor não é somente um sentimento dependente do sexo e da fidelidade e não é somente uma mão que prende quem ama – é talvez uma conjugação disso e mais ainda.&lt;br /&gt;Por Alice, é perguntado a Dan - talvez o verdadeiro Cupido do filme que gera a relação dele com Alice e Anna assim como a relação de Anna e Larry - o que é esse amor? O que é isso que não se vê, não se toca? Para um filme que trata deste tema, abordar uma perspectiva com muito sexo à mistura e depois abandoná-la, perguntado ao espectador o que é realmente o amor é um bom final para o filme. Porque na verdade, ninguém sabe o que é.&lt;br /&gt;Sendo um drama e tratando-se de um ciclo, o filme deixa quase as personagens na mesma: Dan e Alice voltam a vaguear, vivendo as suas vidas separadamente como antes de se conhecerem, mas Anna e Larry permanecem juntos, apesar de tudo. E a minha ideia é de que permanecem porque, dos dois casais, este foi o que teve um início mais fiel e mais sincero.&lt;br /&gt;Quanto a pormenores técnicos de realização e de interpretação dos actores, nada disso que eu entenda ou seja especialista, achei o filme excelente, sejam ou não aqueles saltos no tempo propositados. Do meu ponto de vista, esses saltos obrigam a uma maior atenção do espectador ao enredo, fazendo dos momentos mais parados do filme ainda assim entretenimento, além de funcionarem como guias ao mais interessante que supostamente haverá na história das personagens. Quanto aos actores a minha opinião é de que são bem merecidos, mesmo que não tenha visto os outros filmes nomeados, os globos de ouro para os melhores actores secundários que Clive Owen e Natalie Portman, uma actriz bem engraçada e talentosa, ganharam.&lt;br /&gt;Tendo sido "Closer" nomeado para o Globo de Ouro de Melhor Filme Dramático e de dois dos seus actores terem conquistado os prémios mencionados em cima, só falta agora saber se terá correspondência nos prémios da Academia, os Óscares.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Daqui a alguns dias saber-se-á.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-110650740384246427?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/110650740384246427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=110650740384246427&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110650740384246427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110650740384246427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2005/01/closer-2004-de-mike-nichols.html' title='“Closer” (2004) de Mike Nichols'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-110717871956449273</id><published>2005-01-19T09:20:00.000Z</published><updated>2005-01-31T13:38:39.563Z</updated><title type='text'>“Crime e Castigo” de Fiódor Dostoyevsky</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A leitura que fiz desta obra foi incipiente, pois não consegui manter em mente as ideias mais importantes ou mesmo identificá-las e interpretar tudo o resto que não era ideia mas mensagem. Dado o tempo que passou desde essa leitura, alguma muito tempo leia-se, pois já conhecia a obra antes de me ser proposto analisá-la, o que me lembro é pouco: uma ideia muita perigosa para o ego humano. Apresentarei essa ideia daqui a algumas linhas e se, na apresentação dessa ideia, falhar por não me recordar exactamente da forma como essa foi descrita, este texto vale pela tentativa.&lt;br /&gt;Apesar do tempo, recordo-me, no entanto, da história do estudante Raskólnikov, vítima dos perigos de uma inteligência original nas suas abordagens aos problemas sociais, mas não me consigo lembrar de elementos que estabeleçam um elo de ligação entre a obra e a temática da Igreja – temática que alguns associam ao livro. A não ser que a Igreja, não como uma instituição religiosa ou edifício destinado à reunião de fiéis para o acto de fé supra proveitoso que é rezar, se revele em cada manifestação de consciência perante “pecados” ou, por outras palavras, atitudes moralmente repreensíveis. Será que, tomando em conta que um possível caminho para chegar a deus (definição de Igreja) é revelado não por padres mas num acto de consciência moral, é possível estabelecer esse elo entre a obra e a temática? No livro, Raskólnikov foi assolado por tais manifestações de consciência, após ter cometido um grave e violento crime, com o supremo castigo do reconhecimento do erro. Mas não me recordo de que a personagem fosse sequer cristã. Aliás, a impressão com que fiquei da minha leitura foi a de que a personagem possuía uma inteligência diferente das dos comuns, associada a uma visão do mundo terrena e que não resultava do medo da morte ou do desamparo humano e que por isso, muito provavelmente, Raskólnikov seria ateu. Ou não…Não estou certo desta minha interpretação, até porque sei que Fiódor Dostoyevsky era profundamente católico e seria demasiado grande o desafio em colocar uma personagem principal como ateu, alienado das crenças do autor, e violando um dos mandamentos. Mas grande também seria o impacto da obra. E se nessa história resultasse uma explicação da revelação do caminho a deus a um homem, maior ainda a importância do livro. Se calhar, assim é, de facto, este livro. Mas eu só suponho que o seja, pelo que se o é, assim não o li. Talvez não me tenha alienado o suficiente de mim mesmo para o entender. Enfim…&lt;br /&gt;Seja qual for a mensagem do livro, ou tenha ou não mensagem, sendo então apenas um romance que explora as motivações conscientes e a irracionalidade aparente do Homem, o livro vale por isso e vale pela ideia que mencionei e que é, então, aqui apresentada. Foi a partir do livro e reconhecendo mérito nessa ideia tão perigosa, que consigo ver agora um mundo em duas classes (a divisão da sociedade em classes é um recurso intelectual de qualquer russo). Essa classificação social dos indivíduos, descrita pela voz da personagem principal, Raskólnikov, não é baseada nas funções que esses desempenham e que definem os seus estatutos na sociedade. É algo que os ultrapassa e que não pode sofrer mudanças, pois o estatuto é definido por eles mesmos, pelas suas capacidades, atributos inatos que os distinguem. Não é uma classificação pela vida que levam mas pelo que a vida naturalmente lhes dá, lhes atribui à nascença.&lt;br /&gt;Assim, a sociedade divide-se naqueles que nascem ordinariamente banais, mesmo que inteligentes, bem pensantes e muito trabalhadores, que sonham com casamento, filhos e emprego estável, mas que mesmo com tais atributos e aspirações não se distingam dos restantes porque a moda é ser inteligente, bem pensante e muito trabalhador, procurando terminar a vida junto de uma mulher e com filhos, netos e outros que tantos. São aqueles que sofrem a separação da outra classe por serem comuns, por serem o produto da repetição e por continuarem a sê-lo numa sociedade rotineira e homogénea que desenvolve indivíduos semelhantes e com as mesmas aspirações. Claro que não é tomado em conta no livro aquele pensamento tão positivo e optimista, que me alegra particularmente, de que somos todos diferentes, que todos temos algo de diferente e único, especial, apesar de sermos todos humanos. Se o fôssemos, seríamos lembrados para todo o sempre por uma qualquer coisa em que teríamos alguma especialidade. Mas não somos. Somos, isso sim, maior parte de nós, onde me incluo obviamente, “piolhos humanos” tal como Raskólnikov nos define no livro. Esta é a classe que serve a segunda, por não conseguir desenvolver o mundo; só mantém o que a outra classe constrói.&lt;br /&gt;Nessa segunda classe estão então todos aqueles que, dadas as suas excepcionais características, encontram um objectivo, um fim último. E aqui reside parte do perigo desta ideia: para um fim que, de certo, beneficiará a humanidade, todos os meios são forma de realizar esse fim, mesmo que implique esmagar alguns “piolhos humanos”, porque a vida desses permitirá algo maior e o sacrifício de cada um deles, nada é comparando com o objectivo último que servem. Penso que no livro até é mencionado como exemplo de um elemento desta estirpe, a quem tudo é válido, Napoleão, que visou defender certo desígnio, mas que para isso teve que inflectir a morte na sociedade. Afinal, Napoleão permitiu que a Sociedade se desenvolvesse, mesmo que no final tivesse perdido. Mas há um senão, abordado no livro, pois ninguém sabe se pertence ou não aos “piolhos humanos”, mesmo que tenha um desígnio arrojado que pensa ser capaz de cumprir. Quer dizer, quem for único à sua maneira, saberá sempre que o é. Mas quem se achar arrogante, injustificadamente, por se considerar acima dos outros, sendo o mesmo que eles, banal, comete o grave erro de abalar a sociedade, de causar controvérsia e desregular o seu normal funcionamento. Se matar então, pior ainda. Ou pode acontecer como a Raskólnikov que, sendo alguém brilhante e único, persiga o objectivo errado.&lt;br /&gt;Mas o perigo desta ideia não reside na possível deflagração de uma onda de lunáticos com falsos ideais e maus objectivos, com a divulgação desta divisão da sociedade em “os únicos” e “os piolhos humanos”. O perigo está em, ao limitar a minha visão do mundo a esta classificação social, consciencializar-me de que pertenço à classe inferior e resignar-me a isso. Acreditar que valho menos por não ter nascido de outra forma e que por mais que o esforço aumente, o resultado será o mesmo – os registos da história permanecerão sem modificações. Esse é o grande perigo para quem reconheça os limites: desistir.&lt;br /&gt;Antes de ler o livro, ou depois, não estou certo, tive uma ideia similar a esta que foi exposta: independentemente se o homem nasce bom ou mau ou se a sociedade reprime ou estimula a consciência do Bem e do Mal – temática que foi debatida entre pensadores, não resultando nenhuma conclusão –, o importante é permanecer fiel a essa natureza inata ou imposta, já que reprimi-la é bloquear o que é natural, bloqueando o processo de crescimento. Inflectir mudanças a uma personalidade boa ou má nas suas intenções, é negar impulsos naturais que se tornam mais fortes com essa negação. Não falo de impulsos inconscientes, mas de vontades racionais que visam atingir um bem para a comunidade e que poderão resultar numa atitude que no seu todo é moralmente repreensível mas que resulta, no seu fim último, na aprendizagem de novos valores ou conhecimentos pela Humanidade. E seguindo um caminho que é natural que se siga, resulta um equilíbrio, também por si só natural: os que tentam manter a supremacia do Bem bloqueiam as empresas dos querem o Mal como supremo e acontece o mesmo inversamente, diferenciando-se os dois opostos somente pela perspectiva, pela visão que têm do mundo. Assim, o mundo está em constante neutralidade.&lt;br /&gt;Tenha-se como exemplo Hitler, o ícone máximo do Nazismo, que na sua ideia afirmava, isto resumidamente, existir uma raça pura, a raça ariana, que deveria prevalecer sobre as restantes, principalmente sobre uma raça nefasta, a judia, que deveria ser erradicada. Isto é uma crença, uma perspectiva do mundo, que define Bem e Mal. E acreditando Hitler veemente nesta ideia racista e anti-semita, resultou um combate entre os dois lados da moralidade, onde os defensores de cada uma das facções confundiam os conceitos do que é moralmente bom e moralmente mau. Dessa vez prevaleceu o Bem ou o Mal? Se tudo depende da forma de ver as coisas, não se sabe ao certo porque há algumas incongruências na definição desses conceitos: os Aliados defendiam a Vida, a Liberdade e a Igualdade, mas para da guerra resultar uma maior exacerbação desses valores, foi necessário matar; em Hitler, que ficou na História por ter condescendido ao seu impulso, a falha em todo o seu idealismo resultou de ter tentado alcançar mais do que estava proposto a alcançar, de ter elaborado um plano militar que ultrapassava a afirmação de uma raça. E mesmo que o Fürer tenha só tentado manipular massas, essa manipulação foi o afirmar da ideia de que pelo menos alguns são “piolhos humanos” e que servem somente para alimentar os supostos desígnios maiores de quem acha que não pertence a essa classe.&lt;br /&gt;Verdade que no fim, prevaleceram os Aliados, prevaleceu o Bem, somente porque estes achavam que o defendiam. Na verdade, não prevaleceu nada a não ser o ganho para a Humanidade: mais ícones na História e a aquisição de novos valores e ideais, ou o fortalecimento dos antigos. Resultou um equilíbrio que será, de certo, de novo quebrado, para ser novamente reposto. E o Bem virá sob outra bandeira e outros defensores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-110717871956449273?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/110717871956449273/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=110717871956449273&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110717871956449273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110717871956449273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2005/01/crime-e-castigo-de-fidor-dostoyevsky_19.html' title='“Crime e Castigo” de Fiódor Dostoyevsky'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-110591107347013390</id><published>2005-01-16T21:30:00.000Z</published><updated>2005-01-17T11:51:34.776Z</updated><title type='text'>Ensaio de poema</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Devia ser a outra coisa, mas não é. ----- Esperança é sentimento. Nada...&lt;br /&gt;A outra devia não ser coisa, mas... ------ ...que, não sendo mais nada, coisa é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Imortal, nasce morrendo, a fé -------- Num céu onde a Morte é afastada&lt;br /&gt;Que coisa será mais coisa do que... ------O Fim que solitariamente é&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O alimento, sem corpo ou ralé, ------- Deus, lhe chamas, mas é fruto daquilo&lt;br /&gt;De qu'és coisa, mas que coisa não é. ---- Que vês, que sentes, que pensas, qu'és?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-110591107347013390?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/110591107347013390/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=110591107347013390&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110591107347013390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110591107347013390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2005/01/ensaio-de-poema.html' title='Ensaio de poema'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-110354756112090678</id><published>2004-12-20T13:13:00.000Z</published><updated>2005-01-15T17:42:07.193Z</updated><title type='text'>"Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain” (2001) de Jean-Pierre Jeunet, com Audrey Tautou</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/295/2497/320/amelie1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/295/2497/320/amelie1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há algum tempo que queria ver este filme, porque adorei a banda sonora muito antes de saber a história. E…adorei vê-lo! É talvez o filme que coloco no topo, bem acima de American Beauty e dos outros todos. É sem dúvida um dos filmes que mais me marcou até hoje.&lt;br /&gt;A tagline d’ &lt;em&gt;"Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain"&lt;/em&gt; é &lt;em&gt;“Ela mudará a sua vida”&lt;/em&gt; e talvez tenha mesmo mudado, pelo menos, a perspectiva da minha vida e a perspectiva que tenho em relação à vida dos outros. Imaginar-me num círculo de boas acções, tal como o que foi criado por Amélie, é agradável, é revigorante embora seja apenas algo imaginado. Não é que tenha ideia de fazer da lição do filme uma descoberta e uma visão do mundo temporárias, para depois as descartar quando não me convém ser melhor que isto, mas nem todos nascem com a capacidade extraordinária de ver o dia-a-dia como uma possibilidade insuficiente entre milhões de outras muito melhores. Eu, infelizmente, não vejo o meu canto do mundo como o grande mundo que é. Mas depende de cada um melhorar a rotina até ao limite do que é realmente imaginário. E se possível, substituir a rotina pelo que é imaginariamente real. Isto para quem não nasceu como Amélie Poulain, com a fantástica qualidade de melhorar a vida dos outros, de remendar o que é facilmente remediável porque só é preciso ter os olhos abertos. Para estes que não fazem parte das raras excepções a um mundo de individualismo, que se melhore o que está imediatamente ao nosso alcance e que está no nosso poder para melhorar. A vida é ironia e há que saboreá-la.&lt;br /&gt;Porque o melhor dos dias é aquele dia em que façamos um pai reconciliar-se com a filha e conhecer o neto. Que façamos um cego ver o dia-a-dia, com a vontade de lhe descrever todo o ambiente com os mínimos pormenores, o ambiente não de uma rua de Paris, mas sim de Lisboa ou de qualquer outro lugar onde vivamos. Que façamos um homem, que não pode sair de sua casa, conhecer o mundo, ver o que de mais belo existe, somente com um pouco de engenho e atenção. Que tenhamos a capacidade de levar um homem a viajar, para que fuja da solidão que é a viuvez. Que façamos uma mulher sentir-se amada, quando quem a deveria ter amado já se encontra morto, apenas com alguns cortes e colagens de letras. Que façamos da nossa vida um mistério para ser desvendado por quem ansiamos. Que tenhamos a coragem de enfrentar a realidade mas com as atitudes originais de quem sonha, de quem contempla um mundo que não é belo, mas que depois de acrescentados alguns desses sonhos, continua a não ser belo…mas sim Admirável. Que se deixe de esperar por uma Amélie Poulain, para que a vida mude. Devo procurá-la sendo-lhe semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Este texto é um tributo a obra de arte de Jean-Pierre Jeunet e à música esplêndida de Yann Tiersen. E claro, também à doce, inteligente e sensível “Amélie” do filme: Audrey Tautou.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-110354756112090678?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/110354756112090678/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=110354756112090678&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110354756112090678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110354756112090678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2004/12/le-fabuleux-destin-damlie-poulain-2001.html' title='&quot;Le Fabuleux Destin d&apos;Amélie Poulain” (2001) de Jean-Pierre Jeunet, com Audrey Tautou'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-110251382451006140</id><published>2004-12-08T13:58:00.000Z</published><updated>2004-12-08T15:54:27.146Z</updated><title type='text'>“Meet Joe Black” (1998) de Martin Brest e com Anthony Hopkins e Brad Pitt</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/295/2497/320/meet_joe_black.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/295/2497/320/meet_joe_black.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este é o filme sobre a Morte.&lt;br /&gt;E a forma como é tratada, sem grandes sentimentalismos, tem como base a fantasia, uma abordagem diferente que torna o filme agradável, dramático mas não excessivamente e que tem, num filme com este tema, somente duas mortes, uma das quais é ridícula e bem humorada. Curiosamente, a morte de um jovem, ao início do filme, e a morte de um velho, no fim, para o ressurgimento do primeiro.&lt;br /&gt;No filme, a Morte é uma entidade que encarna num humano (Joe Black, o papel de Brad Pitt), com o objectivo de quebrar a solidão que resulta do seu dever, da sua responsabilidade: aplicar o fim a todos os seres vivos do universo, colher as almas de quem viveu ou, ainda, sentir as últimas exalações dos últimos alentos de quem respirou. Mas tudo isto é a mesma coisa...&lt;br /&gt;Ora, no filme, a Morte é vista como uma entidade pueril, uma criança, que desconhece o próprio universo por onde vagueia, pois existe solitariamente embrenhada nas suas funções. Um dos motivos, que a leva a encarnar e a existir entre humanos com um corpo, é a própria força com que esses humanos se agarram à vida que não querem largar e que a ela, Morte, cabe tirar.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No one can die - while he loves!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;É escolhido entre a humanidade um guia para Joe Black, digno, sábio e em fim de vida: William Parrish (interpretado por Anthony Hopkins). Um contrato é feito entre Morte e Parrish: em troca de mais alguns dias de existência, o último deverá dar a conhecer à Morte a vida de um humano, onde se dá relevo, como em todos os filmes, ao amor mas também à dignidade, à fidelidade, ao dever e à importância de deixar uma marca no mundo enquanto se vive.&lt;br /&gt;A leveza e a seriedade, que neste filme se complementam, tratam o tema com uma nova perspectiva sobre a morte, que ninguém consegue contornar, fugir ou esconder-se mas em que há a esperança que mesmo ela tenha algum sentido e que exista porque existem desígnios maiores.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meet Joe Black: Sooner or Later Everyone Does&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A forma como Brad Pitt interpreta o papel da Morte é excelente, porque transparece o total desconhecimento de tudo, o que serve de argumento ao filme. Aproveito para acrescentar que sendo um actor bem visto pela classe feminina pelo seu aspecto, é tomado como o actor bonito mas não bom actor. A meu ver é um grande actor, não somente por causa da interpretação deste filme mas também por toda a carreira que construiu no cinema, onde se pode destacar, por exemplo, o filme “Seven Years in Tibet”, onde também esteve excelente no seu papel. É óbvio que filmes como “Troy” não são de grande relevo, mas até aí a participação de Brad Pitt vale pela sua grande forma física e por uma das melhores cenas de combate de Hollywood.&lt;br /&gt;Anthony Hopkins é sempre o actor elegante, cordial e sóbrio, três adjectivos, que neste filme, ganham ainda maior destaque. O papel de William Parrish eleva-se, por ele, ao de um homem muito digno, confrontado com a morte, que mesmo assim não dá abandono aos seus valores e ao trabalho da sua vida.&lt;br /&gt;Claire Fornali, ou Susan Parrish, não me recordo de a ter visto noutro filme que não neste. Bem no seu papel, mas são os seus olhos que mais marcam e não a sua actuação. Tivesse ela outro corpo, mantendo esses olhos, e de certo que aparecia no milionésimo filme da saga James Bond, tão boa de ver para alguns: 007 – We Can’t Remember A Good Name To Sell Tickets.&lt;br /&gt;Jake Weber, o Drew do filme, está enormemente irritante no papel. O que significa que a interpretação está muito também.&lt;br /&gt;Resumindo, o filme é bom.&lt;br /&gt;Vale pela história, pela abordagem agradável da morte (um tema difícil) e pela interpretação dos actores.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Meet Joe Black.&lt;br /&gt;He's Expecting You.&lt;br /&gt;It's almost as certain as death and taxes.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-110251382451006140?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/110251382451006140/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=110251382451006140&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110251382451006140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110251382451006140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2004/12/meet-joe-black-1998-de-martin-brest-e.html' title='“Meet Joe Black” (1998) de Martin Brest e com Anthony Hopkins e Brad Pitt'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-110207286352137784</id><published>2004-12-03T11:16:00.000Z</published><updated>2004-12-03T11:21:03.523Z</updated><title type='text'>"Assassínio na Catedral" de Thomas Stearns Eliot </title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  De uma procura incessante pelo mistério, que não se revela senão sem muito esforço e nem sempre para todos os que o buscam, evidenciando-se até, por vezes, àqueles outros que nunca se consciencializaram que algo mais lhes dá significado e sentido até à imediata descoberta dessa resposta última, resulta talvez este livro: &lt;em&gt;“Assassínio na Catedral”&lt;/em&gt; de Thomas Stearns Eliot. Mas baseio esta minha afirmação na perspectiva que tenho da referida peça de teatro.&lt;br /&gt;  Aproveito, já que em bom momento defini a base de todo esta análise na minha frágil interpretação da peça, para acrescentar que por momentos vi o livro por duas perspectivas opostas, talvez devido à sua difícil leitura, um obstáculo à sua compreensão, e à minha ignorância do ambiente histórico por detrás da obra, do autor e também da própria história que lhe serve de argumento. Mas a seu tempo apresentarei esses dois prismas da mesma coisa.&lt;br /&gt;  O livro principia-se com a Primeira Jornada, que permite ao leitor ou espectador inteirar-se do ambiente de vaticínio que envolverá toda a trama de acontecimentos até ao assassinato. Outro conjunto de personagens que não o Coro de Mulheres de Cantuária não teria um efeito com mais impacto na criação desse ambiente e na conclusão do mesmo, pois é o Coro que começa e finda a história, que tem a primeira e a última deixas. A qualidade de um coro somente de mulheres advém de ser de conhecimento comum que é normalmente atribuído ao sexo feminino um sexto sentido, o que na obra resulta nestas personagens funcionarem como um instrumento de presságio de um acto e de um perigo ainda por vir, com alusões e comparações à sombra que envolve a natureza e os dias dessas mulheres e também aos sacrifícios que a vida do campo exige. Ligadas às deixas do Coro de Mulheres de Cantuária estão algumas adaptações de excertos dos evangelhos reunidos na Bíblia, o que reforça todo o sentido cristão que a história toma. Mas não só a estas personagens se coloca na boca versículos do, para alguns, livro sagrado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  É então pelo Coro iniciada a história, em que é revelada a ausência por sete anos do Arcebispo de Cantuária, que ama o seu povo e que o povo não quer que regresse, já que este se acostumou à meia-vida que leva, muito dificultada pelos governantes tirânicos. E é o sexto sentido já enunciado que adivinha que &lt;em&gt;“Esperam mártires e santos pelos que mártires e santos hão-de ser. Nas mãos de Deus espera o destino a dar feitio ao inda informe”. &lt;/em&gt;E a este Coro e ao restante povo também só cabe esperar para então dar o testemunho do martírio desse mártir ainda por vir. E tudo se passará logo em Dezembro, um dos meses com significado cristão: o da vida, o da nascença desse, que aos olhos dos que se apoiam no vago e no metafísico, é o salvador de…ninguém – pois só pode ser, já que não me recordo que tenha assistido a um milagroso ressurgimento de quem já há mil anos morreu para ressuscitar. É, então, ironicamente também atribuído a esse mesmo mês, propositadamente ou não, um significado de morte, pelo menos em Cantuária, neste livro.&lt;br /&gt;  E ao Coro, seguem-se os Padres e o Mensageiro que críticas lançam sobre a arte temporal de governar, onde a lei suprema é: &lt;em&gt;“O forte pela força, o fraco pelo capricho.”&lt;/em&gt; Lei que se aplica a qualquer momento histórico, onde o povo tenha sido levado por instinto a libertar-se, nunca tendo o poder necessário que detinham os governantes mas aquela avidez poderosa por liberdade. E muitas vezes, na História, foi a fé a força por detrás dos fortes. Bendita a separação entre Estado e a Igreja.&lt;br /&gt;  É também referido por estas mesmas personagens que o Arcebispo, afastado da sua Catedral, se encontrava reunido com o seu Rei Henrique (de Inglaterra), com o Rei de França e o Papa, no país francês.  Nunca revelando a razão do afastamento do Arcebispo, antes da Segunda Jornada, é sempre deixado a induzir a personalidade do exilado como a de alguém altivo e arrogante, mas também poderoso, tanto dos três adjectivos, que esse se apartou de seu Rei, levando os Padres a  temerem pelo seu superior e pela Igreja. Mesmo com tais defeitos, a verdade é que todos de Cantuária o prezam.&lt;br /&gt;  Até que entra em cena a personagem por quem a &lt;em&gt;“roda da fortuna”&lt;/em&gt; girará para o bem ou para o mal: Tomás Becket, o próprio Arcebispo. E é com a sua primeira deixa que é apresentado o princípio da busca por Cristo, tenha ele existido para os cristãos ou seja ele, para mim, uma mera personagem benevolente e paciente de um outro livro que não o “Assassínio na Catedral”. Sim, porque a Bíblia é um mero livro, belo mas um mero livro…Não sendo ele real, continua a ser possível para o mais sonhador e masoquista dos optimistas escolher uma vida similar à desse Jesus Cristo. Mas isso não me é relevante.&lt;br /&gt;  Diz-nos, então, Tomás que todos agimos e que agir é sofrimento e sofrer é agir. &lt;em&gt;“Não sofre o agente e menos Age o paciente. Mas ambos se dedicam A uma eterna acção, eterna paciência Que todos devem sofrer para que a desejem, Para que subsista (…) o desígnio, o risco, pois tal plano é o próprio agir”&lt;/em&gt;. Tomás perseguiu o martírio de Cristo para que se lhe revelasse o Mistério. Ele mesmo considerou-se mártir quando pregou na manhã de Natal, pois perdera a sua própria vontade e já nada para si desejava, nem sequer a própria glória de ser martirizado pois, segundo ele, &lt;em&gt;“assim no Céu os Santos se mais alto estão”&lt;/em&gt; é &lt;em&gt;“ por se terem feito na terra mais pequenos”.&lt;/em&gt; Fosse outro o tempo, e o espírito de Tomás faria dele um caso análogo ao do terrorista do Médio-Oriente de hoje, ansiando por uma recompensa diferente, claro está. Em vez de um paraíso de setenta virgens, teria Tomás, com toda a certeza de quem conhece os mistérios da morte, a santidade. Conhecesse eu alguém com essas certezas e faria da minha vida um poço de sofrimento, para que fosse recompensado eternamente por um sádico deus que retira a vontade dos seus fiéis para lhes determinar um destino pouco agradável.&lt;br /&gt;  Entre os “ensinamentos” do Cristianismo e, por exemplo, os de Economia, escolheria sempre os segundos: pelo menos a lei económica que diz que os interesses individuais definem um equilíbrio geral parece-me mais confortável, do que todos nós procurarmos a pequenez.&lt;br /&gt;  Bem, como Cristo, Tomás é também tentado, mas não pelo demo: visitam-no três tentadores por quem esperava e um outro, que nele mesmo se espelhou, e por isso fonte de surpresa. São elas as tentações, a meu ver: O Passado da união do Arcebispo com o Rei, em que promessa é a de que a relação poderá ser de novo restabelecida e que tudo de mau será esquecido; O Poder, já que &lt;em&gt;“Não é loucura os homens governar”&lt;/em&gt; e primeiro há que ter posses, direitos e força, vindo então a santidade desejada em segundo lugar e por acréscimo; a tentação da Responsabilidade, o Povo, que é o redil de Tomás, quem ele deve proteger e guiar, mas que o tenta contra o Rei, para destroná-lo; e, por fim, a maior das Tentações, não só de Tomás mas de qualquer homem, o visita: Os sonhos, os desejos de Perdição: A própria Imortalidade, que o tentador diz que poderá ser alcançada com um papel menos sério e mais arrebatador e inolvidável: o de tomar o próprio trono, pois &lt;em&gt;“rei morto, rei posto”.&lt;/em&gt; Tomás vai respondendo aos tentadores cada vez com menos certezas e deixando de contra-argumentar progressivamente. Só a sua fé no desígnio por deus lhe dado, o salva das tentações.&lt;br /&gt;  E é com a resistência de Tomás às tentações e a sua confiança no seu poder espiritual, que a Primeira Jornada do livro termina.&lt;br /&gt;Por sua vez, também a Segunda Jornada começa com o Coro de Mulheres de Cantuária, a quem os Três Padres se juntam na criação do ambiente de expectativa, que se quebra com a entrada dos Quatro Cavaleiros vindos de França, demandando que o Arcebispo se apresente com urgência, já que urgente é o assunto que os traz ali.&lt;br /&gt;  Tomás surge e constata uma verdade: &lt;em&gt;“Por mais certos que estejamos do esperado, Inesperado pode ser o momento previsto Quando chega”&lt;/em&gt;. E para o Arcebispo pior momento não haveria que o do confronto da sua vontade (ou do seu deus) com a vontade do Rei Henrique, de Inglaterra. Acusado de traição e injuriado pelos Quatro Cavaleiros, Tomás afirma a sua lealdade. Porém a traição é grande: segundo os cavaleiros, a rebeldia do Rei e Barões de França contra a majestade britânica como que foi instigada pelo próprio Arcebispo. Mesmo assim, o Rei Henrique pacificou a contenda e restituiria as posses e as terras de Tomás, se este levantasse a excomunhão, por ele promulgada, dos bispos que pelo próprio Rei foram coroados. No entanto, para o Arcebispo estava tudo nas mãos do Papa.&lt;br /&gt;Não acedendo ao pedido ou ordem dos Cavaleiros &lt;em&gt;“levemente embriagados”,&lt;/em&gt; Tomás é forçado a fugir e a fechar-se na Catedral pelos Três Padres. Mas Tomás recusa que a “casa de deus” tenha as portas fechadas até mesmo para os seus inimigos, &lt;em&gt;“portadores da morte”&lt;/em&gt; e descritos pelo Coro através das mais vis coisas da natureza.&lt;br /&gt;  Tudo isto conduz ao final já esperado: a morte de Tomás Becket, o Arcebispo. São os Quatro Cavaleiros que cometem o assassínio.&lt;br /&gt;  É então aqui que a minha perspectiva diverge e vejo a obra não como uma tentativa de definição do que é uma vida cristã, mas como uma crítica a esse mesmo modo de viver – e com a qual concordo. Pois, no final da peça, os Quatro Cavaleiros apresentam-se e justificam, com mérito, a necessidade daquela morte: o Primeiro Cavaleiro é Reginaldo Fitz Urse, que serve de intermediário entre o público e os restantes cavaleiros; o Terceiro Cavaleiro é o barão William de Traci, que afirma o seu completo desinteresse, afirma que a acção que foram obrigados a tomar não teve como razão nenhum desejo pessoal; o Segundo Cavaleiro é Sir Hugh de Morville que acusa o Arcebispo da sobrevalorização da sua importância e do seu poder, da ganância ostensiva e ofensiva contra o Rei; por fim, o Quarto Cavaleiro é Richard Brito que nos tenta fazer crer que a morte que ele ajudou a provocar não é assassínio mas suicídio, já que Tomás desejando ser mártir encontrou aquilo que desejava. Ele mesmo fez por merecer o  caminho do martírio, a morte. Mas aqui discordo, porque nunca o assassínio de alguém pode ser desculpado pelo desejo louco de morrer de quem é assassinado. Um acto louco não encontra justificação na loucura dos outros.&lt;br /&gt;Mas é por esta argumentação dos Cavaleiros, que a obra dá a entender que afinal a busca do Mistério por meio do Cristianismo é absurda, apesar de toda a eloquência de Tomás quando se afirma instrumento de deus e detentor da paz que Cristo legou aos seus discípulos. Pelo que a minha interpretação deve ter sido um pouco…ao lado. Mas é irrelevante: fosse qual fosse a conclusão que deveria tirar, com imparcialidade, voltaria sempre a desprezar o modo de vida cristão. Mas eu sou louco nos olhos de deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Só o louco obstinado pensar pode ser ele quem move a roda que o transporta. Para bem ou mal gire da fortuna a roda! Que gire a roda embora fixa sempre.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-110207286352137784?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/110207286352137784/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=110207286352137784&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110207286352137784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110207286352137784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2004/12/assassnio-na-catedral-de-thomas.html' title='&quot;Assassínio na Catedral&quot; de Thomas Stearns Eliot '/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-110194825604260631</id><published>2004-12-01T12:47:00.000Z</published><updated>2004-12-02T00:49:37.846Z</updated><title type='text'>Revelação</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quebras-te sob o peso da verdade que sentes mas que pensas que se revela no próprio pensamento.&lt;br /&gt;A tua banalidade evidencia-se mesmo no modo como escapas dela.&lt;br /&gt;Quisesses tu isolar-te verdadeiramente e encontrarias uma maior e mais bem vista verdade. Encontrarias a forma de vida que persegues e não aquela que te persegue a ti.&lt;br /&gt;Não és ninguém, senão tu mesmo. Não pensas nada, senão o que sentes. És tu o eu que odeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mundo é…&lt;br /&gt;….feito de opostos. Não tentarei desenvolver aqui nenhum retrato da filosofia oriental, baseada nos princípios cósmicos do yin e yang, porque não lhe conseguiria ser fiel e porque não me identifico com essa corrente. O facto de abordar este tema só por si já me causa alguma insatisfação com o texto, já que hoje são muitos os que misturam esta filosofia com outras correntes e até religiões, formando uma mescla absurda de natura, deus, yoga, cruzes e velas denominada por alguns como New Age, uma era nova resultante da contracção de todas as outras.&lt;br /&gt;A verdade é que uma contemplação do mundo leva a constatação de que este engloba um conjunto de opostos: o céu e a terra, o fogo e água, a sombra e a luz, a mulher e o homem, o velho e o recém-nascido, a morte e a vida… Um infinidade de oposições que é demonstrada dado o tempo e tendo a paciência para identificar esses opostos. Mas não abordarei outro par de extremos que não este: pessimismo versus optimismo.&lt;br /&gt;Uma das duas perspectivas que abordarei tem mais adeptos simpatizantes que a contrária. Falo, claramente, do optimismo. Como forma de ver esse mundo de opostos mas também de complementos, o optimismo apraz até o mais negro dos pessimistas, que não conseguindo quebrar a mente que lhe clarifica e apura a visão, alegra-se e contenta-se com as palmadinhas nas costas daqueles masoquistas que sorriem estupidamente perante as más situações (suas ou não), que por vezes eles mesmos procuram e de que fazem modo de vida. Esse, mais que todos negro pessimista, contenta-se. Mas não eu não.&lt;br /&gt;Do ponto de vista desses normalóides, eu não vivo, mas respiro, só porque não ajo sob esse padrão que a sociedade define como normal: consumir o corpo, que não é delas, ao preço de mercado dos preservativos e em que o custo foi o saldo positivo das perfumarias, lojas e discotecas; criar relações enganosas para a mente alerta, mas baseadas nas ideias cegas de que há valor nelas; enfim, ver o mundo como algo de fantástico e fácil, onde não existem diferenças entre os que são e os que já foram. O meu pessimismo é ilusão, mas também o é o optimismo. Mas entre acreditar que o mundo é algo belo e bom e acreditar que poderia ser melhor, opto pela segunda perspectiva, já que tentar criar um meio termo entre os dois prismas da mesma coisa é-me impossível dada a minha espontaneidade de acontecimentos e sensações.&lt;br /&gt;Escolho a negritude que me envolve e que me faz identificar apenas os defeitos, pois vejo o pessimismo como processo de crescimento. O optimismo é mais confortável em determinados momentos – nos melhores -, mas vacila e destrói-se, passando então para o seu oposto, o único meio de superação das dificuldades. Há quem nunca as supere quando mergulhado numa teia de ideias corrosivas para a mente – mas isso já não é pessimismo. Isso é uma louca depressão, pois perde-se o sentido orientador: a razão. Já não é a mente que dita o que os olhos vêem mas os olhos não vêem simplesmente.&lt;br /&gt;Vejo o que quero ver. E sei o que vejo, para que não sejam os membros que me movam nem o que arda no peito. Mas os olhos do que penso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-110194825604260631?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/110194825604260631/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=110194825604260631&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110194825604260631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110194825604260631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2004/12/revelao.html' title='Revelação'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-110181892304712387</id><published>2004-11-30T19:58:00.000Z</published><updated>2004-11-30T19:58:39.073Z</updated><title type='text'>A frustração de uma imortalidade impossível de alcançar</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/295/2497/640/Infernal%20Ritual.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/295/2497/320/Infernal%2520Ritual.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A lua brilhante, única no céu&lt;br /&gt;Cria em mim solidão, quando sou só.&lt;br /&gt;A minha alma negra, único véu,&lt;br /&gt;Do meu ser de ideias cobertas de pó.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não sei o que saber, pois nada sei,&lt;br /&gt;Deste mundo de mortos em que vivo.&lt;br /&gt;Não penso, tenho medo do que pensei.&lt;br /&gt;Desprezo a gente – vida sem sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quando o dia clarear, estarei igual:&lt;br /&gt;Ignorante e ansioso por saber.&lt;br /&gt;Mas o amanhã não traz cura do mal,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Medo de sem amar, poder morrer.&lt;br /&gt;Quantas mais negras palavras eu fale,&lt;br /&gt;Mais negra mudança posso sofrer.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Inverno de 2001/2002&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nada mais posso ser que o nada,&lt;br /&gt;Que em mim em tudo está presente.&lt;br /&gt;Tudo falhei e nesse tudo,&lt;br /&gt;Em nada ficou simplesmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ser ou não ser, não é questão&lt;br /&gt;Pois ser por ser, que seja só.&lt;br /&gt;Só por si, ser só é ser-se&lt;br /&gt;Não ser que por mim sente dó.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas posso tudo, que transformo&lt;br /&gt;O todo em nada de ilusão,&lt;br /&gt;Sonho como eles lhe chamam,&lt;br /&gt;Mas não mais que a tua maldição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Existe uma questão em tudo,&lt;br /&gt;Pois o nada de só nada é.&lt;br /&gt;Pode-se ser pouco ou um mundo,&lt;br /&gt;É só querer, questão de fé.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;- ApoloChild, Maldição de Orfeu&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não sonho, não anseio mas respiro&lt;br /&gt;O ar estagnado que me faz viver.&lt;br /&gt;Não quis ser e sou outro: sei qu’existo&lt;br /&gt;Na mente de um corpo que não quis ter.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Acordo com cansaço de mim mesmo&lt;br /&gt;Do sono de que não sei acordar.&lt;br /&gt;Não quis existir e sou outro, o opróbrio&lt;br /&gt;Desta inumanidade: não sonhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Penso e concluo menos: não nasci&lt;br /&gt;Diferente mas o mesmo: perdi&lt;br /&gt;A vida que é d’outro à nascença.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Canso-me dessa ausência de mistério.&lt;br /&gt;Canso-me de mim e da lembrança&lt;br /&gt;Que o que sinto não é cansaço – é tédio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;- 24 de Setembro de 2004&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(os três melhores conjuntos de versos que escrevi antes de hoje)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-110181892304712387?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/110181892304712387/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=110181892304712387&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110181892304712387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110181892304712387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2004/11/frustrao-de-uma-imortalidade-impossvel.html' title='A frustração de uma imortalidade impossível de alcançar'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9391038.post-110181670630415225</id><published>2004-11-30T00:30:00.000Z</published><updated>2004-12-01T23:26:37.710Z</updated><title type='text'>Os princípios deste Blog</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não pretendo fazer disto um diário. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tendo em conta que a minha vida é fruto de uma estagnação e que os meus dias se resumem a uma rotina repleta de tédio, não tenho intenções de escrever sobre os poucos acontecimentos que têm algum valor e que sucedem por raras ocasiões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Daí, só tenho como opção colocar alguns dos textos que escrevi (e de pouco relevo como formas de escrita ou como filosofias de vida). Poderia escrever que vou colocar poemas e não sei que mais...mas eu nunca escrevi poemas. Escrevi rimas, o que são coisas diferentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Por hoje, limito-me somente a escrever esta introdução, sem ideia de sequer continuar a escrever posteriormente. Bem, talvez tenha vontade de sacrificar-me aqui, teclando praticamente para ninguém, a não ser para mim próprio. Será uma tentativa de lidar com a solidão que escolhi e que defini como processo de crescimento. Ou então...será uma forma de me ocupar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Indiferente. Poucos proveitos vêm de qualquer uma das razões. Isto parece-me absurdo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Pensei por momentos, que deveria colocar o pouco que escrevi, ao longo destes quase quatro anos, neste blog. Não que tivesse pensado que essa exposição de textos sobre a mesma coisa num blog possibilitasse o reconhecimento desses outros, que entendem mais de letras que eu, de uma qualquer propensão minha para escrever com qualidade. Mas com a ideia de...bah, nem eu sei...talvez, de querer ver o que escrevi em algum lado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Porém, mesmo esse impulso de exposição pareceu-me ainda mais absurdo do que o outro impulso de construir um blog, algo que já por si não tem proveito algum. E um blog onde são expostos textos e versos de uma altura que não é a de hoje é simplesmente...estagnante. Agarrar-me ao que consegui fazer num outro tempo em que estava de alguma forma capacitado para escrever alguma coisa de jeito, não tem sentido e é um obstáculo à progressão. Na verdade, não espero progredir por ter confiado neste impulso, até porque não sinto que tenha muito para escrever.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;É mesmo uma questão de ocupação dos meus tempos mortos, pelos vistos.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9391038-110181670630415225?l=solignators.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solignators.blogspot.com/feeds/110181670630415225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9391038&amp;postID=110181670630415225&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110181670630415225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9391038/posts/default/110181670630415225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solignators.blogspot.com/2004/11/os-princpios-deste-blog.html' title='Os princípios deste Blog'/><author><name>Solignator</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00607755179496864296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
